Evento on-line e gratuito acontece neste sábado (8) e propõe diálogos sobre literatura, meio ambiente e imaginação política.
Discussões sobre arte, ecologia e literatura
O Festival Filamentos realiza nova edição neste sábado, 8 de novembro, das 10h às 13h, em formato on-line e gratuito, reunindo criadores, pesquisadores e o público em um diálogo sobre as intersecções entre arte e ecologia. O encontro ocorre via Zoom, com inscrições abertas no site oficial do projeto.Organizado em sintonia com a COP 30, o evento reforça o propósito de promover um espaço de debate sobre meio ambiente, literatura e pensamento contemporâneo, ampliando a compreensão das relações entre cultura e sustentabilidade.
Participações e temas
Um dos eixos da discussão será o livro “Quimeras do Agora: Literatura, Ecologia e Imaginação Política no Antropoceno”, de Ana Rüsche, escritora e pesquisadora que também é uma das idealizadoras do projeto. Além de Ana, participam Sandra Abrano (editora da Bandeirola), Mariana Correia Santos, Gisele Mirabai, Eduardo Socha, Pedro Bravo, André Araújo e Fernando Silva e Silva.Com encontros mensais há três anos, o Filamentos aborda a crise climática por meio da literatura e da filosofia, promovendo a leitura de textos teóricos e literários para ampliar a reflexão sobre o papel da arte na transformação social.
Histórico do festival
O Festival Filamentos nasceu a partir da pesquisa de pós-doutorado de Ana Rüsche, que resultou no livro de crítica *Quimeras do Agora* e no guia *Filamentos: leituras ecológicas comentadas*. O grupo é formado por leitores e pesquisadoras de áreas diversas, da Biologia à Pedagogia, que se reúnem on-line em torno da ecologia e da arte. Para participar da comunidade, basta acessar Sobre o livro “Quimeras do Agora”A obra “Quimeras do Agora: Literatura, Ecologia e Imaginação Política no Antropoceno”, de Ana Rüsche, publicada pela Editora Bandeirola, apresenta fundamentos críticos do pensamento ecológico contemporâneo e reflete sobre utopias, distopias e o impacto da ação humana no planeta. O termo “Antropoceno” designa a era geológica marcada pela influência humana nas transformações da Terra.Escrito durante o pós-doutorado da autora na USP, o livro dialoga com autores como Ursula Le Guin, Thomas More, Nêgo Bispo, Donna Haraway e Naomi Klein, entre outros, explorando os caminhos da imaginação política e os desafios do presente.
“Como nomear o inominável e imaginar o inimaginável, para finalmente mudar o que parece imutável? Este belo ensaio da escritora e pesquisadora Ana Rüsche enfrenta essa difícil questão, defendendo a importância da literatura para a representação crítica e a superação coletiva dos pesadelos causados pela crise climática.”
O comentário é de Jorge de Almeida, professor de Teoria Literária da FFLCH-USP, autor da orelha do livro. O prefácio é assinado por Marcos Rodrigues, da UFMG, e a edição conta com participações de especialistas como Paula Benevides de Morais e Fabio Rubio Scarano.
Sobre Ana Rüsche
Ana Rüsche (São Paulo, 1979) é escritora, poeta e pesquisadora, doutora em Letras e mestre em Direito Internacional. Finalista do Prêmio Jabuti e vencedora do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, teve obras traduzidas para o México, Estados Unidos, Itália e outros países. Atualmente, realiza doutorado em Ecocrítica na UnB e é colaboradora de veículos como Suplemento Pernambuco e Revista 451**.
Serviço
Festival Filamentos – Arte, Ecologia e LiteraturaData: 8 de novembro de 2025 (sábado)Horário: 10h às 13hFormato: On-line, via ZoomInscrições: bit.ly/filamentos-cop30Atividade gratuita e aberta ao públicoFoto: Divulgação / Festival FilamentosFoto: Divulgação
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