Brasil é convidado de honra no 9º Congresso Pan-Africano, em Lomé, com delegação histórica discutindo justiça reparatória e pan-africanismo.
Brasil é convidado de honra em Lomé
O 9º Congresso Pan-Africano, realizado na cidade de Lomé, capital do Togo, conta com uma participação histórica da delegação brasileira. Mais de uma centena de integrantes do movimento negro, representantes da sociedade civil e intelectuais negros e negras estão no país africano para discutir temas centrais para a agenda antirracista global.
Com o Brasil como convidado de honra, países africanos e representantes da diáspora estão reunidos em Lomé para fortalecer e renovar as relações entre povos de origem africana e reafirmar o papel do continente no cenário internacional.
Justiça reparatória e pan-africanismo em debate
Ao longo de cinco dias, em encontro que teve início na segunda-feira (8) e segue até sexta-feira (12), o congresso debate temas como a necessidade de implementação de uma justiça reparadora no combate ao racismo e a promoção do pan-africanismo.
Entre os eixos em discussão estão a renovação do pan-africanismo e a autodeterminação dos povos africanos e seus descendentes, o fortalecimento do papel da África no sistema internacional, a reforma das instituições multilaterais e a restituição do patrimônio cultural africano.
Presenças brasileiras e internacionais
Fazem parte da delegação brasileira o professor doutor Babalawò Ivanir dos Santos, Carlos Moura, primeiro presidente da Fundação Cultural Palmares, a professora e filósofa Helena Theodoro, o professor Hélio Santos, da Oxfam Brasil, o ator e diretor Antônio Pitanga, o professor Éle Semog, presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), e a professora doutora Mariana Gino, diretora executiva adjunta do CEAP e especialista em História da África.
Também estiveram presentes na cerimônia de abertura a vice-presidente da Colômbia, Francia Elena Márquez Mina, e a doutora Epsy Campbell, representante da diáspora e dos afrodescendentes e ex-primeira-ministra da Costa Rica, reforçando o caráter internacional e estratégico do encontro.
Nova perspectiva para a agenda de reparação
“Esse encontro abre uma nova perspectiva na agenda por reparação, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, no Caribe e no mundo.”
O babalawô e professor Ivanir dos Santos, integrante da delegação brasileira, ressaltou a relevância histórica da iniciativa ao destacar o alcance global das discussões sobre reparação e combate ao racismo.
Para Ivanir, o congresso pode impulsionar uma articulação renovada entre países africanos e suas diásporas, fortalecendo vínculos culturais, políticos e sociais em escala global e consolidando uma agenda comum de direitos, justiça e reconhecimento.



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