Eleito o melhor resort da África do Sul, o Sabi Sabi diz que seu maior legado em 2025 foi outro: empoderar vilarejos vizinhos com trabalho e educação
Preferido de muitos brasileiros em busca de safári de luxo, o Sabi Sabi Collection fechou 2025 com conquistas que chamaram atenção do mercado — e com um recado claro: conservação só faz sentido quando inclui as pessoas.
O ano marcou a estreia do primeiro hotel urbano do grupo, o já apontado como “icônico” The Claremont, na Cidade do Cabo. Também avançou o desenvolvimento da Sandringham Private Game Reserve, com planos de abertura de um novo lodge em junho de 2026. Na Sabi Sabi Private Game Reserve, houve reforma no Little Bush Camp e a construção de um novo deck no Bush Lodge.
Na reta final do ano, a reserva de safári ainda conquistou o primeiro lugar entre os resorts da África do Sul no Reader’s Choice Awards da Condé Nast Traveller. Mesmo assim, a coleção destaca como vitória mais valiosa o fortalecimento da Sabi Sabi Foundation, braço que conecta turismo, bem-estar e desenvolvimento comunitário.
Quatro décadas de parceria com vilarejos
Há 40 anos, a fundação atua ao lado das comunidades de Huntington, Lillydale e Justicia, vilarejos vizinhos à Sabi Sabi Private Game Reserve e origem de grande parte dos colaboradores. O trabalho se apoia em princípios como dignidade, educação, oportunidade e cuidado, combinando ações contínuas e programas direcionados.
Emprego, mentoria e formação no turismo
O emprego aparece como eixo central. Desde os projetos ligados à Sandringham Private Game Reserve — que criaram mais de 150 novos postos de trabalho — até o recrutamento local para os lodges do grupo, a estratégia é ampliar oportunidades com mentoria, capacitação e promoção interna.
Um dos destaques é a Hospitality Academy, criada em parceria entre a Sabi Sabi Foundation e a Bertha Foundation para formar a próxima geração de profissionais do turismo. Atualmente, são dez estudantes matriculados, com formação teórica e prática via Good Work Foundation (GWF), e previsão de início de estágios nos lodges.
Outro programa estruturante é o Wilfred Mtshali Chef Mentorship Programme. Desde 2015, a cozinha do Sabi Sabi funciona como espaço de desenvolvimento: mais de 80 jovens chefs já receberam formação prática e orientação da equipe culinária, e muitos seguiram carreira dentro e fora do grupo.
Educação digital e preparação para o trabalho
Para a Sabi Sabi Collection, educação é a via mais poderosa de transformação. Por isso, mantém parceria com a Good Work Foundation (GWF) em iniciativas como a Bridging Year Academy e o Open Learning Programme, que ampliam acesso à alfabetização digital, habilidades de empregabilidade, programação, conservação e artes criativas.
Em 2025, mais de 120 jovens foram apoiados pelo programa, com formação em inglês, preparação para o mercado e letramento digital (ICDL), mirando um cenário profissional em rápida mudança.
O ano também teve o Sabi Sabi Careers Day, em Kildare, com a participação de mais de mil estudantes. Para muitos, foi o primeiro contato com possibilidades de carreira em conservação e hospitalidade, em um evento descrito como de alto engajamento.
Esporte, cultura e pertencimento
No campo do esporte, a Sabi Sabi Dream League, em parceria com a Dreamfields, reúne escolas do ensino fundamental e médio em competições de futebol e netball. A proposta é fortalecer disciplina, trabalho em equipe e orgulho escolar.
A fundação também apoia corais comunitários, grupos de marimba e dança tradicional, mantendo o patrimônio cultural local vivo e celebrado.
Água potável, cuidado e conservação
Na frente de cuidado social, o Swa Vana Care Centre atende aproximadamente 400 órfãos e jovens em situação de risco, com refeições diárias, acesso à saúde e atividades de desenvolvimento. Já a Casa de Repouso Hlayisekani oferece cuidados 24 horas para mais de 70 idosos.
Em infraestrutura, projetos de água potável em parceria com a Innovation: Africa e a Fundação Gillespie atendem milhares de moradores de Huntington, Hundzukani, Dwaleni e Justicia. As torres instaladas garantem abastecimento seguro e sustentam hortas comunitárias que reforçam segurança alimentar e autonomia.
Segundo a iniciativa, moradores capacitados ficam responsáveis pela manutenção e gestão das hortas, para manter os projetos autossustentáveis ao longo de muitas gerações.
Na conservação ambiental, equipes de combate à caça ilegal atuam de forma contínua na proteção dos animais da reserva. Em paralelo, uma parceria com a BirdLife South Africa monitora a migração do pássaro European Roller (rolieiro-europeu), contribuindo para pesquisas internacionais.
Com gestão de habitats e proteção de espécies, o grupo reforça a ideia de que turismo pode ser ferramenta de conservação — e que o futuro do destino depende tanto do ecossistema quanto do fortalecimento das comunidades que vivem ao redor.
Foto: Divulgação


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