Corpos ocos, grama sintética e filme stretch: “Forma e Farsa” transforma o hall do MESC de 19 de fevereiro a 6 de março de 2026.
Montagem aberta ao público
A instalação site-specific começa a ganhar corpo a partir de 19 de fevereiro. Durante uma semana, o artista visual Lucas Flygare conduz uma residência artística no próprio Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis — e o processo de montagem é aberto ao público.
Quem visitar o museu entre 19 e 25 de fevereiro pode acompanhar a construção da obra de perto. Além de observar, o visitante terá a oportunidade de dialogar diretamente com Flygare durante o processo criativo.
Entre o monumental e o precário
A instalação reúne filme stretch, grama sintética e objetos escultóricos produzidos com madeira reaproveitada, cerâmica e materiais recuperados. Juntos, criam um ambiente habitado por corpos ocos e figuras híbridas — estruturas instáveis que parecem agir, anunciar algo ou cumprir funções que nunca se completam.
“Gestos se repetem sem produzir avanço, corpos se mantêm em posição, objetos prometem utilidade e oferecem ruína. Entre o monumental e o precário, entre o espetáculo e a exaustão, as obras tentam construir um teatro silencioso no qual a forma expõe suas próprias engrenagens.” — Lucas Flygare, artista visual
Para Flygare, a farsa não é defeito — é método. Repetição, encenação e desgaste organizam a lógica das obras. As estruturas insistem em operar mesmo quando já não entregam sentido pleno.
Uma obra articulada pela arquitetura
Composta por diferentes elementos escultóricos, “Forma e Farsa” funciona como uma única obra. É a relação entre a arquitetura do museu, os materiais e os corpos que articula o conjunto. “A instalação propõe ao visitante atravessar esse campo instável, onde a encenação persiste e os mecanismos que organizam corpos e objetos se tornam visíveis”, destaca o artista.
O hall do MESC foi escolhido pela sua escala generosa. “O hall de entrada oferece uma escala ampla e uma arquitetura que permite pensar a instalação em dimensões maiores, criando possibilidades que dificilmente seriam viáveis em outro espaço na cidade. É um ambiente que favorece a experimentação e impacto visual”, explica Flygare.
Curadoria e trajetória
A curadoria é assinada por Lucila Horn, que acompanha a pesquisa do artista desde 2023, quando ele realizou uma exposição individual na Galeria Municipal Pedro Paulo Vecchietti, em Florianópolis. “Desde então, tenho aprofundado tanto os aspectos conceituais quanto as experimentações materiais que agora se consolidam nesta mostra”, compartilha Lucas.
Embora seja a primeira exposição de Flygare no museu, o artista já tem vínculo com o espaço: uma de suas obras integra o acervo do MESC.
A mostra é uma proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.
Rodas de conversa com Libras
Além de acompanhar a montagem, o público pode participar de duas rodas de conversa: uma no dia 25 de fevereiro e outra no dia 5 de março de 2026, ambas às 18h. As duas sessões contarão com intérprete de Libras.
Serviço
Exposição: Forma e Farsa — Lucas Flygare
Curadoria: Lucila Horn
Local: Museu da Escola Catarinense (MESC) — Rua Saldanha Marinho, 196, Centro, Florianópolis/SC
Período: 19 de fevereiro a 6 de março de 2026
Residência artística (montagem aberta ao público): 19 a 25 de fevereiro de 2026
Rodas de conversa: 25 de fevereiro e 5 de março de 2026, às 18h — com intérprete de Libras
Horários de visitação: Segunda e terça-feira, das 13h às 19h; quarta a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Foto: Divulgação


Gostou do nosso conteúdo?
Seu apoio faz toda a diferença para continuarmos produzindo material de qualidade! Se você apreciou o post, deixe seu comentário, compartilhe com seus amigos. Sua ajuda é fundamental para que possamos seguir em frente! 😊
