A Galeria de Arte André abre “Cores que curam” no sábado, 14 de março, com telas que unem abstração, cromatismo e psicanálise em São Paulo. A Galeria de Arte André inaugura no próximo sábado, 14 de março, a exposição Cores que curam, primeira individual de Ana Augusta Silveira na galeria. Com curadoria de Octavio Guastini e texto crítico de Mario Gioia, a mostra reúne mais de 20 telas inéditas produzidas entre 2025 e 2026.
Arqueologia da imagem e cor como presença
Mario Gioia descreve a prática de Ana Augusta como uma espécie de arqueologia da imagem. “Com cromatismo intenso e desenvoltura pelas grandes escalas, em especial, Ana Augusta incorpora novas estratégias plásticas em seu corpus de obra na exposição, como o uso do branco como fundo, além de utilizar mais tons como o verde turquesa e o rosa”, afirma o crítico.
Ver como experiência, olhar como presença, contemplar como possibilidade de silêncio e reorganização interna.
A artista tem na aproximação com a psicanálise um de seus eixos conceituais. “As telas não representam o mundo exterior nem propõem significados fechados”, explica. Para ela, “a cor se manifesta como vibração, como estado, como energia em movimento”.
Processo como poética
Nas obras em exposição, o processo ocupa lugar central. Após cada tela atingir um aparente estado de conclusão, é o percurso — feito de sobreposições, apagamentos e reiterações — que se revela fundamental. Essa sucessão de experiências plásticas guarda proximidade tanto com o espiritual quanto com a visualidade contemporânea. Ao eleger a pintura como veículo de sua poética, Ana Augusta reafirma sua atualidade. Em seu ateliê na zona norte de São Paulo, a artista mantém um processo contínuo, orientado mais pela presença do que por explicações literais.
Sobre Ana Augusta Silveira
Nascida em 1977, em São Paulo, a artista atualmente reside em Ribeirão Preto. Autodidata, participou de exposições na Europa e em São Paulo e é membro da Ward-Nasse Gallery, em Nova York. Sua produção se destaca pela pesquisa contínua no campo da abstração e pela intensidade cromática.
Sobre a Galeria de Arte André
Com 67 anos de atuação, a Galeria de Arte André foi fundada em 1959 pelo romeno André Blau e é considerada a maior galeria de arte da América Latina. Atualmente dirigida por Juliana Blau, a casa é referência no mercado de arte brasileira e abriga um acervo com obras de Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Di Cavalcanti, Frans Krajcberg, Tomie Ohtake e muitos outros. A galeria também conta com o projeto Multimuros, de arte pública na fachada da Avenida Rebouças, além de loja virtual em www.galeriandre.com.br/loja-virtual e blog em www.galeriandre.com.br/blog.
Serviço
Exposição: Cores que curam, de Ana Augusta Silveira Abertura: 14 de março de 2026, sábado, das 11h às 15h Curadoria: Octavio Guastini Texto crítico: Mario Gioia Período expositivo: 14 de março a 11 de abril de 2026 Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 9h às 19h; sábados das 10h às 14h Galeria de Arte André Rua Estados Unidos, 2.280 — Jardim Paulistano — 01427-002 — São Paulo — SP (11) 3081-9697 / 3081-3972 / 3063-0427 www.galeriaandre.com.br Foto: Divulgação
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