Belo Horizonte acaba de ganhar um novo protagonista à mesa. O Rivo Restaurante surge como uma proposta que combina técnica refinada, criatividade e hospitalidade em um formato que traduz o casual fine dining com identidade própria — e já movimenta o cenário gastronômico da cidade.
Comandado pelos chefs Alethea Ruckert e Max Catolino, o restaurante nasce com a proposta de equilibrar alta gastronomia e informalidade, criando uma experiência sofisticada, mas acessível em atmosfera e linguagem. A casa aposta em um modelo que valoriza ingredientes, técnica e serviço, sem recorrer aos protocolos tradicionais mais rígidos.
Um encontro que virou projeto
A origem do Rivo está em um encontro que aconteceu durante as gravações do programa The Taste Brasil, exibido pelo GNT. Foi ali que Alethea e Max identificaram uma afinidade criativa que, com o tempo, evoluiu para algo maior.
Ambos trazem na bagagem experiências em restaurantes estrelados na Europa e nas Américas, além de passagens por casas recomendadas pelo Guia Michelin. Essa vivência internacional foi determinante para a construção de um projeto que traduzisse, com liberdade, suas visões sobre cozinha, produto e hospitalidade.
Inicialmente pensado como algo mais simples, o restaurante ganhou corpo à medida que a ideia evoluía. O resultado é um espaço que une referências globais a uma identidade própria, pensada para dialogar com o momento atual da gastronomia mineira.
Casual fine dining como linguagem
O conceito do Rivo parte de uma premissa clara: oferecer o melhor da alta gastronomia sem as amarras da formalidade. Isso se traduz em um ambiente sofisticado, mas acolhedor, onde o serviço é atencioso, porém descomplicado.
“Desde o início, nosso maior compromisso era fugir do óbvio. Não queríamos ser apenas mais uma casa, mas criar algo com identidade, que se diferenciasse em todos os níveis.”
O nome Rivo vem de “Rivoluzione” e sintetiza essa proposta de transformação. A ideia é criar uma experiência que evolui constantemente, tanto no menu quanto na forma de receber o público.
O projeto arquitetônico, assinado por Ana Bahia, reforça essa visão. Cozinha e bar ocupam o centro do salão em formato totalmente aberto, enquanto um balcão voltado para a cozinha antecipa a futura implementação de um menu degustação.
Ambiente pensado nos detalhes
O cuidado com a experiência vai além do prato. Mobiliário sob medida, curadoria de louças e taças, trilha sonora e até a identidade olfativa foram desenvolvidos para criar uma atmosfera sensorial completa.
Essa construção detalhada acompanha a proposta do restaurante de ser um espaço vivo, em constante transformação, onde cada elemento contribui para a experiência do cliente.
Bar com protagonismo próprio
No Rivo, o bar não é coadjuvante. Integrado ao salão e à cozinha, ele compartilha técnicas e ingredientes, criando uma conexão direta com o restante da experiência gastronômica.
Comandado pelo mixologista Honório Gonçalves, o Rivo Bar apresenta uma carta de coquetéis que dialoga com referências clássicas, mas aposta em releituras e apresentações que fogem do convencional.
A carta de vinhos reúne mais de 120 rótulos, com destaque para Itália, Brasil e Argentina. A seleção equilibra nomes consagrados, vinhos naturais, produtores independentes e garrafas de guarda, atendendo tanto perfis tradicionais quanto exploradores.
Menu autoral e em evolução
A cozinha do Rivo traduz a essência da dupla: uma gastronomia autoral que equilibra técnica, criatividade e respeito ao ingrediente. O menu foi pensado como uma narrativa, com ritmo e coerência entre os pratos.
Logo na chegada, o cliente é recebido com uma taça de espumante. O couvert já apresenta a proposta da casa com o brioche de massa folhada acompanhado de manteiga artesanal de anchova (R$36).
Entre as entradas, servidas para compartilhar, aparecem opções como Pizza Frita (R$52), Crudo de Carne (R$62), Supplí Carbonara (R$54) e Mexilhões defumados com beurre blanc e pão da casa (R$98), além do Tomate (R$82), que explora diferentes texturas.
As massas artesanais, especialidade de Alethea, incluem Capeletti de Abóbora com Amaretto e sálvia (R$102), Fusilli com Camarão (R$134) e Tortellini de carne de porco in brodo de Galinha D’Angola e parmesão (R$124).
Nos principais, o cardápio apresenta pratos como Moqueca com Caviar (R$182), Peixe do dia com purê de couve-flor e mexilhão (R$152), Assado de Tira na parrilla (R$168) e o Arroz de Pato (R$172).
As sobremesas seguem a mesma linha criativa, com opções como “não me chame de carbonara” (R$82), Chocotorta (R$48) e Buñuelo (R$84), além do sorvete de castanha com caviar e espumante (R$73) como pós-sobremesa.
Cena em transformação
A abertura do Rivo também reflete um momento de amadurecimento da gastronomia em Belo Horizonte. Segundo os chefs, há uma mudança clara na forma como o público se relaciona com experiências mais elaboradas.
“O cenário gastronômico de Belo Horizonte vem passando por uma evolução muito consistente. Existe cada vez mais abertura para experiências que vão além do tradicional.”
Essa transformação abre espaço para propostas como a do Rivo, que apostam em técnica, pesquisa e criatividade como pilares, sem abrir mão da proximidade com o público.
Serviço
- Rivo Restaurante
- Endereço: Rua Curitiba, 2060 – Lourdes – Belo Horizonte/MG
- Funcionamento: terça a sexta, 19h às 23h30; sábados, 12h às 15h e 19h às 23h30
- Instagram: @rivo.bh
- Reservas: pelo instagram ou pelo www.rivo.meitre.com
- Conceito: gastronomia autoral contemporânea
- Possui manobrista no local




