Falamansa lança “A Origem de Tudo” no dia 29 de maio e transforma o novo álbum em um marco de reafirmação artística. Com dez músicas, sendo nove inéditas e uma regravação, o trabalho chega às plataformas digitais em um momento de novo fortalecimento do forró no país e apresenta uma banda que revisita a própria trajetória sem abrir mão da identidade construída ao longo de 27 anos.
Referência no gênero, o grupo apresenta um repertório que une romantismo, alegria, espiritualidade e mensagens positivas, características que atravessam sua discografia desde o início. Ao mesmo tempo, o projeto aponta para uma fase de renovação, sustentada pela maturidade musical e por encontros com nomes de peso da música brasileira, como Elba Ramalho, Fagner e Lazzo Matumbi.
Para a banda, “A Origem de Tudo” está entre os trabalhos mais importantes e completos da carreira. O álbum não aparece apenas como um novo lançamento, mas como uma síntese do que o Falamansa construiu até aqui: um caminho guiado pela permanência da essência, pela abertura a novas leituras e pela vontade de seguir falando de amor, fé, amizade e esperança.
Um disco que mira passado e futuro
O título do álbum ajuda a explicar o sentido do projeto. “A Origem de Tudo” nasce como um olhar para o começo da banda, para o impulso inicial que levou seus integrantes a se reunirem para tocar e cantar, mas também como uma afirmação de continuidade. Em vez de transformar a nostalgia em ponto final, o grupo usa essa volta à origem como plataforma para seguir em movimento.
“Esse álbum lembra muito a nossa essência. Lá no começo, a gente se juntou pra tocar, cantar sobre amor, amizade e espalhar alegria. E é bonito perceber que, depois de tantos anos, a chama continua acesa. Seguimos na estrada, reinventando sons, misturando influências, mas sem perder aquilo que faz a Falamansa ser Falamansa. ‘A Origem de Tudo’ é exatamente isso: olhar pra trás com carinho, viver o presente com intensidade e continuar sonhando com tudo que ainda vem pela frente”
A fala de Tato resume o eixo central do lançamento. O novo trabalho reforça a ideia de permanência, mas sem rigidez. A banda continua identificada com o forró, o baião e o xote que se tornaram suas marcas registradas, enquanto explora novas atmosferas e reafirma a disposição de dialogar com diferentes públicos e gerações.
Essa combinação ganha ainda mais peso porque surge em um contexto favorável ao gênero. O release destaca que o forró vive um novo fortalecimento no cenário nacional, reacendendo as chamas do estilo e aproximando públicos distintos. Nesse ambiente, o Falamansa se apresenta como um nome que carrega tradição, mas também acompanha o seu tempo.
Participações ampliam a força do repertório
Os encontros musicais ajudam a ampliar o alcance simbólico de “A Origem de Tudo”. Em “Uma Palavra”, o álbum recebe a participação do cantor e compositor Lazzo Matumbi, presença que acrescenta força e identidade à canção. Já “Não Existe Amor Maior Que o Seu” reúne Elba Ramalho e Fagner, aproximando o grupo de referências centrais da música popular brasileira.
As participações não aparecem como adorno. Elas reforçam a conexão do Falamansa com artistas que ajudaram a moldar a história da canção brasileira e aprofundam o diálogo entre o repertório da banda e uma tradição musical mais ampla. O resultado é um álbum que mantém unidade, mas se abre para diferentes timbres, trajetórias e sensibilidades.
Outro momento importante do disco está na escolha da regravação. “Quase Um Segundo”, clássico da banda Os Paralamas do Sucesso, ganha uma nova leitura nas mãos do Falamansa. A faixa recebe levadas marcantes de forró e passa a ocupar uma atmosfera diferente, sem perder a essência que consagrou o sucesso original.
Essa decisão ajuda a traduzir, na prática, o conceito do álbum. Ao reler uma canção já conhecida a partir de sua própria linguagem, o grupo reafirma a capacidade de reinventar repertórios e, ao mesmo tempo, manter intacta a assinatura artística que o público reconhece.
“Mais Um Dia de Sol” abre a próxima etapa
Na sequência do lançamento do álbum, a primeira faixa a ganhar videoclipe será “Mais Um Dia de Sol”. A canção é apresentada como um convite para dançar, compartilhar alegria e esperança e funciona como porta de entrada para o espírito do projeto. A escolha também sublinha o momento de inspiração e maturidade destacado pela banda.
Embora o videoclipe ainda chegue em breve, a música já está disponível junto com o álbum completo. O movimento indica que “A Origem de Tudo” não se encerra no lançamento das plataformas digitais e deve seguir desdobrando sua narrativa nos próximos passos de divulgação.
Trajetória dá peso ao novo capítulo
A força do novo álbum também se apoia na história do grupo. Com 27 anos de carreira e a mesma formação desde o início, o Falamansa é comandado por Tato nos vocais, Dezinho no triângulo e percussão, Alemão na zabumba e Valdir no acordeão. Mais do que preservar uma formação original, a banda sustenta um propósito artístico contínuo: levar ao público canções sobre amor, fé, amizade, alegria e superação.
Ao longo dessa trajetória, o grupo acumulou marcos importantes. O primeiro álbum, “Deixa Entrar”, lançado em 2000, recebeu disco de diamante e revelou sucessos como “Xote dos Milagres”, apontado no release como um divisor de águas na carreira. Em seguida, “Essa é Pra Vocês” conquistou disco de ouro e consolidou o sucesso nacional da banda.
Em 2005, o Falamansa lançou o DVD MTV Ao Vivo, gravado em São Paulo, com participações especiais de nomes como Dominguinhos. Já em 2014, o álbum “Amigo Velho” rendeu ao grupo o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras. As músicas da banda também chegaram a novelas e séries de emissoras como TV Globo, Record TV e SBT, além de manter presença constante em programas de televisão, rádios e veículos de comunicação do país.
Nos últimos anos, esse percurso ganhou uma nova camada com projetos colaborativos. O audiovisual “Universos – Ao Vivo”, gravado em Belo Horizonte, reuniu artistas de diferentes segmentos musicais, entre eles Iza, Natiruts, Saulo, Maneva, Vitor Kley, Marcelo Falcão e Big Up. O trabalho simbolizou uma fase criativa em que o grupo ampliou pontes com outras sonoridades sem se afastar da própria identidade.
Em 2024, a banda ainda conquistou o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Banda Regional. Esse reconhecimento recente reforça o lugar que o Falamansa segue ocupando na música nacional e ajuda a explicar por que “A Origem de Tudo” surge como mais do que um simples lançamento: o álbum aparece como continuidade de uma história de permanência, relevância e renovação.
As faixas de “A Origem de Tudo”
- Mais Um Dia de Sol (Tato)
- Não existe Amor Maior que o Seu (Tato)
- Uma Palavra (Tato)
- Quase um segundo (Os Paralamas do Sucesso)
- Só se for agora (Tato)
- Eu Já
- A Origem de tudo (Tato)
- 365 vezes (Tato)
- Tenha fé que tudo passa (Tato)
- Deixa a Sua Risada
O repertório confirma a proposta de unir essência e renovação. Ao combinar inéditas, uma releitura e participações especiais, o álbum se apresenta como um trabalho que mira o presente sem romper com as bases afetivas e sonoras que definiram a história da banda.
Serviço
- Lançamento: 29 de maio
- Álbum: “A Origem de Tudo”
- Artista: Falamansa
- Formato: 10 faixas, sendo nove inéditas e uma regravação
- Participações especiais: Elba Ramalho, Fagner e Lazzo Matumbi
- Primeira faixa a ganhar videoclipe: “Mais Um Dia de Sol”
- Ouça: https://orcd.co/aorigemdetudo


