A crise climática deixou de ser apenas um tema ambiental e passou a ocupar o centro das discussões culturais na Amazônia. Nesta sexta-feira (12), o Museu das Amazônias (MAZ) promove mais uma edição do projeto Vivências MAZ, reunindo artistas, pesquisadores e o público para refletir sobre como as mudanças no clima já impactam diretamente os modos de vida e a produção cultural da região.
Com programação gratuita e aberta ao público, o encontro acontece a partir das 14h, no Parque de Bioeconomia, no Complexo Porto Futuro, em Belém. A proposta vai além do debate: busca criar um espaço de escuta, troca e experimentação, aproximando diferentes perspectivas sobre um tema cada vez mais urgente.
Cultura e território no centro do debate
A programação começa com a mesa de diálogo “Territórios Sensíveis: cultura e criação diante da crise climática”, que propõe discutir como as transformações ambientais afetam práticas culturais, identidades e territórios na Amazônia.
Participam do encontro a ativista e cineasta indígena Jazz Tupinambá, o artista visual Iris da Selva e o ceramista marajoara Ronaldo Guedes. A diversidade de trajetórias e linguagens dos convidados reforça a complexidade do tema, que atravessa tanto a arte quanto as vivências cotidianas das comunidades amazônicas.
O debate abre espaço para refletir sobre os efeitos já perceptíveis das mudanças ambientais — não apenas na paisagem, mas nas formas de criação, nas tradições e nas relações com o território.
Um eixo que orienta o mês no MAZ
A quarta edição do Vivências MAZ integra o eixo temático que norteia toda a programação educativa e cultural do museu ao longo do mês de junho. A escolha do tema reforça o papel da instituição como espaço de reflexão crítica sobre questões contemporâneas que atravessam a Amazônia.
Segundo Gabriele Martins, coordenadora de programação do MAZ, a proposta é ampliar o alcance do debate e conectá-lo diretamente com o público.
“Ao trazer esse debate para o centro da programação, o MAZ busca ampliar as reflexões sobre como as transformações ambientais impactam diretamente a cultura e os modos de vida da região”
A iniciativa reforça a ideia de que cultura e meio ambiente não são campos separados, mas dimensões interligadas da experiência humana, especialmente em territórios como a Amazônia.
Experiência prática com a fotografia
Após o debate, a programação segue com uma proposta mais sensorial. Às 16h, o fotógrafo Miguel Chikaoka conduz a oficina “Vivência da série Gotas de Luz: Luz em Conta-Gotas”, convidando o público a explorar a construção da imagem fotográfica a partir da luz.
A atividade propõe uma abordagem prática, estimulando os participantes a investigarem processos de criação com recursos naturais. Mais do que técnica, a experiência busca despertar novas formas de percepção e relação com o ambiente.
A oficina encerra o encontro reforçando o caráter experimental do Vivências MAZ, que combina reflexão e prática em uma mesma jornada.
Encontro aberto ao público
Toda a programação é gratuita e voltada ao público em geral, sem restrições de participação. A proposta do MAZ é justamente democratizar o acesso ao debate e incentivar a presença de diferentes vozes no diálogo sobre o futuro da Amazônia.
Ao reunir arte, pensamento e experiência, o Vivências MAZ se consolida como um espaço de conexão entre cultura e urgência climática — um tema que já não pode ser tratado como distante, mas como parte do presente.
Serviço
- Evento: Vivências MAZ
- Data: Sexta-feira (12)
- Horário: A partir das 14h
- Local: Parque de Bioeconomia, Complexo Porto Futuro, Belém
- Entrada: Gratuita
- 14h: Mesa “Territórios Sensíveis: cultura e criação diante da crise climática”
- Participantes: Jazz Tupinambá, Iris da Selva e Ronaldo Guedes
- 16h: Oficina “Vivência da série Gotas de Luz: Luz em Conta-Gotas”
- Convidado: Miguel Chikaoka
- Público: Livre

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