A 2ª edição do Samba da Volta na Mangueira já tem data marcada e promete transformar a quadra da Estação Primeira em um grande ponto de encontro da cultura popular carioca. No dia 14 de junho, a partir das 17h, o projeto desembarca no Palácio do Samba com a proposta de celebrar a força das rodas de samba e reunir diferentes gerações em torno de uma tradição que segue central na identidade cultural do Rio de Janeiro.
Em um dos espaços mais simbólicos da história do gênero, a nova edição reforça o lugar do samba como memória, celebração e pertencimento. A expectativa é de um encontro marcado não apenas pela música, mas também pelo reconhecimento de uma manifestação cultural que atravessa o tempo, conecta territórios e mantém viva uma herança construída por sambistas, compositores e comunidades ao longo de mais de um século.
Palco simbólico para uma celebração coletiva
A escolha da quadra da Estação Primeira de Mangueira dá ainda mais peso à edição. Ao receber o Samba da Volta, a escola abre as portas de um espaço historicamente ligado à preservação e à difusão do samba, ampliando o alcance de um projeto que vem se consolidando como um dos principais encontros dedicados à valorização do gênero no Rio de Janeiro.
O evento propõe uma experiência de encontro. A roda foi pensada como um ambiente em que tradição e presente dialogam de forma natural, com clássicos dividindo espaço com novas interpretações e com a alegria coletiva ocupando o centro da cena. A ideia é reafirmar a potência do samba como linguagem de resistência, afeto e identidade brasileira.
“A Mangueira tem como missão preservar, valorizar e difundir a cultura do samba. Receber o Samba da Volta em nossa quadra é fortalecer esse compromisso, reunindo diferentes gerações em um espaço que respira história, tradição e pertencimento. Ficamos felizes em abrir as portas do Palácio do Samba para um projeto que celebra as raízes do nosso gênero musical e contribui para manter viva essa manifestação cultural tão importante para o Brasil”.
A declaração de Guanayra Firmino, presidenta da Estação Primeira de Mangueira, sintetiza o sentido da iniciativa. Mais do que sediar uma roda, a escola se coloca como guardiã de uma tradição que continua em movimento e encontra, em projetos como esse, novas formas de alcançar o público sem perder o vínculo com suas raízes.
Roda de samba como memória e continuidade
Com repertório formado por grandes clássicos e sucessos que marcaram gerações, o Samba da Volta aposta em uma construção musical que valoriza a continuidade do gênero. A proposta homenageia compositores, intérpretes e personagens fundamentais para a história do samba, ao mesmo tempo em que reforça a vitalidade das rodas como espaços de convivência e transmissão cultural.
Esse encontro entre passado e presente aparece como um dos eixos centrais do projeto. Em vez de tratar a tradição como algo estático, a roda a reposiciona no agora, em contato com novos públicos e novas leituras, sem romper com os elementos que sustentam sua força simbólica. É nesse equilíbrio que o evento encontra sua identidade.
Ao reunir sambistas, compositores, amantes da cultura popular e frequentadores de diferentes idades, a edição na Mangueira reforça uma dimensão histórica das rodas de samba: a de serem pontos de convergência. São espaços onde a música organiza o encontro, mas onde também circulam memória, reconhecimento, emoção e pertencimento coletivo.
Projeto nasceu no Centro do Rio
O Samba da Volta surgiu em 2021, nas ruas do Centro do Rio de Janeiro, de forma espontânea. Nasceu do encontro entre amigos e amantes do samba em rodas marcadas pela simplicidade e pelo afeto, sem a pretensão inicial de se transformar em um projeto de maior alcance. A força da proposta, no entanto, fez com que o público crescesse rapidamente.
Com o passar do tempo, a roda conquistou frequentadores fiéis e passou a ocupar diferentes espaços da cidade, mantendo como principal característica a preservação de sua essência. Esse percurso ajuda a explicar por que o projeto passou a ser reconhecido como um importante movimento de valorização da cultura popular no Rio.
A cada edição, o Samba da Volta reafirma a capacidade do gênero de reunir pessoas, contar histórias e produzir experiências carregadas de emoção e identidade. Ao chegar à Mangueira, o projeto dá mais um passo nessa trajetória e se conecta diretamente a um território que concentra parte decisiva da memória do samba brasileiro.
Mangueira recebe edição no dia 14
Marcado para o sábado, 14 de junho, o encontro começa às 17h, na quadra da Estação Primeira de Mangueira, localizada na Rua Visconde de Niterói, 1072. A expectativa é de mais uma edição voltada à celebração da música, da cultura popular e da força de uma manifestação que segue reunindo o povo carioca em torno de referências comuns.
Em um cenário carregado de simbolismo, o Samba da Volta reforça sua proposta de ampliar o acesso ao samba e fortalecer vínculos comunitários por meio da roda. A passagem pela Mangueira, nesse contexto, não aparece apenas como mais uma data na agenda, mas como um encontro de trajetórias que compartilham o compromisso de manter viva a tradição.
Serviço
- Samba da Volta na Mangueira
- 14 de junho (sábado)
- A partir das 17h
- Quadra da Estação Primeira de Mangueira – Rua Visconde de Niterói, 1072
- Ingressos disponíveis no Sympla

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