Com ingressos esgotados e um público de 100 mil pessoas, o Rock in Rio Lisboa abriu sua nova fase no Parque Tejo neste sábado (20), consolidando uma edição que já nasce histórica e reforça a expectativa para o reencontro com o público brasileiro em setembro.
Ao longo de mais de 12 horas de programação, artistas brasileiros e internacionais dividiram os palcos da Cidade do Rock lisboeta, em uma jornada marcada por grandes performances, conexão global e um protagonismo evidente da música brasileira.
Um festival mais global e conectado
A abertura dos portões às 13h deu início a um fluxo intenso de fãs vindos de mais de 125 países. Em pleno verão europeu, o festival reforçou seu papel não apenas como evento musical, mas como destino turístico e cultural.
Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, destacou a transformação da edição lisboeta com a mudança para o novo espaço. Segundo ela, o festival entra em uma nova fase, com estrutura alinhada ao mercado europeu e foco na internacionalização.
“Com este parque, a gente virou outro Rock in Rio. Hoje, temos uma oferta compatível com a Europa e já recebemos pessoas de mais de 125 países.”
A executiva também ressaltou a força da música brasileira em Portugal, apontando o crescimento de gêneros como funk, sertanejo e samba no país.
Brasil domina o primeiro dia
O carioca Pedro Sampaio foi um dos grandes destaques do dia no Palco Mundo. Em um show marcado por coreografias e interação intensa com o público, o artista comandou o maior “Cavalinho” do mundo diante de milhares de fãs.
Antes da apresentação, ele recebeu um disco de tripla platina e comentou o momento de expansão internacional da carreira, destacando a responsabilidade de levar a cultura brasileira para novos públicos.
Outros nomes brasileiros também marcaram presença, como ALOK, que transformou o Palco Music Valley em uma experiência imersiva, além de Carol Biazin e Joyce Alane, que reforçaram a nova geração da música nacional.
Headliners e grandes momentos internacionais
Encerrando a noite, Katy Perry entregou um espetáculo grandioso, com cenografia elaborada e um repertório que percorreu diferentes fases de sua carreira, incluindo sucessos como “Firework” e “California Girls”.
Antes dela, Charlie Puth apostou em uma apresentação equilibrada entre momentos intimistas e faixas mais animadas, criando uma forte conexão com o público. Já Bebe Rexha levou energia e carisma ao Palco Super Bock.
A banda Calema abriu o Palco Mundo com um show carregado de emoção, celebrando a música em língua portuguesa diante de uma plateia diversa.
Experiências além dos palcos
O festival também investiu em experiências que vão além da música. Um dos destaques foi o espetáculo aéreo The Flight, que estreou em Lisboa com manobras sincronizadas sobre o céu da Cidade do Rock, tendo o Rio Tejo e a Ponte Vasco da Gama como cenário.
Outra novidade foi a Arena Música e Futebol, que integrou transmissões de jogos, ativações e interações com o público, criando um ambiente que uniu duas paixões globais em um mesmo espaço.
A proposta reforça a identidade do Rock in Rio como uma experiência completa, onde entretenimento, cultura e convivência se encontram.
Expectativa para o Brasil
A edição de Lisboa também funciona como uma prévia do que o público verá no Rock in Rio Brasil, em setembro. Muitos dos artistas presentes neste primeiro dia voltarão a se apresentar na Cidade do Rock no Rio de Janeiro.
A energia vista em Lisboa, com forte participação internacional e protagonismo brasileiro, indica uma edição brasileira com alta expectativa e potencial de grandes encontros musicais.
Serviço
- Evento: Rock in Rio Lisboa
- Data: 20 de junho de 2026
- Local: Parque Tejo (Parque Papa Francisco)
- Público: 100 mil pessoas
- Duração: mais de 12 horas de programação

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