Raquel Dimantas inicia uma nova fase de sua trajetória com o lançamento de “Meu Bebê”, single que chegou às plataformas digitais no dia 03 de julho e marca o primeiro passo rumo ao seu segundo disco. Mais do que uma nova música, a faixa se apresenta como um gesto íntimo transformado em arte — um registro direto e sensível sobre amor, pertencimento e descoberta.
O lançamento, que chega via Coala Records, sinaliza uma mudança de atmosfera em relação ao elogiado “8Hits!” (2022). Agora, Raquel mergulha em um território emocional mais explícito, onde a experiência pessoal se torna o centro criativo e ponto de conexão com o público.
Uma canção que nasce do cotidiano
A escolha de “Meu Bebê” como primeiro single não foi aleatória. A música representa o núcleo emocional do novo trabalho, surgindo de um momento espontâneo, quase involuntário, como explica a própria artista.
“Essa música nasce daquele momento em que você cantarola algo sem sentido, mas com o maior sentido do mundo. É alegre e espontânea. Acho que ajuda a entender bem a elaboração do disco”.
Com ecos da Jovem Guarda e da tradição das grandes canções românticas brasileiras, a faixa parte de uma experiência específica — o nascimento de seu filho — e se expande para um território mais amplo. O sentimento individual se transforma em uma reflexão universal sobre afeto e cuidado.
O cotidiano ganha protagonismo: pequenos gestos, rotinas e descobertas passam a ser matéria-prima da criação. É nesse espaço aparentemente simples que a artista encontra potência e significado.
Processo íntimo e construção sonora
A produção da faixa reforça esse caráter pessoal. Assinada por Raquel Dimantas em parceria com Guilherme Lírio, a música foi construída em grande parte em ambiente caseiro, incorporando sons do próprio cotidiano à sua estrutura.
Entre esses elementos está o choro do bebê, que aparece como parte da textura sonora da canção. A escolha não é apenas estética, mas conceitual: o som da vida real atravessa a música, dissolvendo as fronteiras entre arte e experiência.
Além da produção, Guilherme Lírio também assina baixo, guitarras, pocket piano, maestro RK-2 drum machine e coros. A faixa conta ainda com participações de Jonas Sá, no microKorg vocoder, e Marcelo Callado, na pandeirola.
Um disco que acompanha o tempo da vida
O single funciona como porta de entrada para um álbum que, segundo a artista, acompanha o fluxo de um dia inteiro — do amanhecer ao “boa noite”. Mais do que uma estrutura narrativa, essa ideia traduz a intenção de capturar a repetição e a beleza dos dias comuns.
“O disco começa com o amanhecer e termina com um boa noite, até amanhã. É um dia em que cabem todos os dias.”
Ao longo desse percurso, surgem imagens simples e concretas: o carrinho que balança nos buracos da cidade, o embalo de um bebê no colo, o encontro com o mundo em suas formas mais básicas. A proposta não é grandiosa — e justamente por isso encontra força.
O resultado, nas palavras da artista, é um trabalho leve, positivo, amoroso e universal. Um disco que busca sentido no ordinário e transforma a rotina em narrativa sensível.
Trajetória e relevância na cena carioca
Discreta, mas constante, Raquel Dimantas construiu uma presença sólida na cena independente do Rio de Janeiro. Como instrumentista, participou de projetos de artistas como Marcelo Callado e Thiago Nassif, além de colaborações com Ana Frango Elétrico, Jonas Sá, Jorge Mautner e Zé Ibarra.
Sua sonoridade, frequentemente descrita como lúdica e singular, também marcou presença em coletâneas importantes como “Xepa/Nata” (2018) e “Hidden Waters: Sublime and Strange Sounds of Rio de Janeiro”, que ajudam a mapear a produção contemporânea da cidade.
Com “Meu Bebê”, a artista reafirma sua capacidade de transformar experiências íntimas em linguagem compartilhável. O novo trabalho não apenas amplia seu repertório, mas também reforça sua identidade dentro de uma cena em constante transformação.
Mais do que um retorno, o lançamento se apresenta como um gesto de continuidade — uma forma de traduzir em música aquilo que atravessa a vida de forma inevitável: o vínculo, o afeto e a necessidade de pertencimento.
Serviço
- Lançamento: “Meu Bebê”
- Artista: Raquel Dimantas
- Data: 03 de julho
- Selo: Coala Records
- Ouça: https://orcd.co/raqueldimantas-meubebe

Gostou do nosso conteúdo?
Seu apoio faz toda a diferença para continuarmos produzindo material de qualidade! Se você apreciou o post, deixe seu comentário, compartilhe com seus amigos. Sua ajuda é fundamental para que possamos seguir em frente! 😊
