Banho e higiene íntima concentram os maiores desafios da rotina de cuidado com idosos, segundo levantamento recente, e o frio intensifica a dificuldade dessas tarefas essenciais.
O cuidado diário exige mais do que tempo. Dados da pesquisa “TENA: Hábitos & Atitudes dos Cuidadores”, divulgada em 2026 e realizada pela MindMiners, mostram que o banho (49%) e a higiene íntima (46%) lideram a lista das atividades mais difíceis. Em seguida aparecem locomoção (43%) e troca de produtos para incontinência urinária (37%).
O frio pode aumentar a resistência ao banho e tornar procedimentos mais demorados e complexos, especialmente quando há limitações de mobilidade.
A análise indica que o desgaste não está apenas no volume de tarefas, mas na exigência física envolvida. Além dos cuidados básicos, a rotina inclui acompanhamento em consultas (36%), alimentação (31%) e administração de medicamentos (28%), somando mais de seis responsabilidades simultâneas.
Quando o frio muda a dinâmica do cuidado
Segundo a enfermeira Patrícia Fera, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp e consultora da TENA, o inverno exige ajustes práticos na rotina. Preparar o ambiente, reduzir a exposição ao frio e organizar cada etapa do cuidado são medidas que ajudam a manter a higiene sem comprometer o conforto.
“É importante planejar a rotina e garantir que a higiene seja realizada de forma segura e confortável”, afirma a especialista, destacando que limitações de mobilidade tornam esse processo ainda mais sensível.
Tempo e esforço nas trocas diárias
A troca de produtos para incontinência urinária aparece como uma das tarefas mais frequentes. Entre os entrevistados, 51% realizam a troca após o banho, 50% antes de dormir e 45% ao acordar. Já 41% dizem que a troca ocorre quando há evacuação ou sinais de desconforto.
O tempo dedicado varia: 25% levam menos de 10 minutos por troca, enquanto 27% gastam entre 11 e 30 minutos. Considerando ao menos três trocas diárias, a atividade pode consumir cerca de uma hora e meia por dia.
De acordo com a especialista, a execução correta desse cuidado impacta diretamente na prevenção de lesões de pele e no bem-estar da pessoa assistida, além de exigir atenção constante à higiene e ao conforto.
Falta de preparo amplia a sobrecarga
O levantamento também aponta um dado estrutural: seis em cada dez cuidadores brasileiros não possuem formação específica para exercer a função. Nesse cenário, o acesso à informação se torna um fator determinante para reduzir riscos e tornar a rotina mais eficiente.
Como apoio, a TENA disponibiliza o conteúdo gratuito “Cuidado & Conforto com TENA”, com orientações em videoaulas sobre higiene, prevenção de lesões, mobilidade e acolhimento no dia a dia.
https://www.tena.com.br/curso-cuidadores

