Uma esmeralda bruta, quase intocada, virou o centro de uma joia que conecta Brasil e Sicília e coloca a alta joalheria nacional em rota direta com um dos principais prêmios do setor.
Durante um dos encontros mais relevantes da alta joalheria na Sicília, a Casa Granatowicz escolheu Taormina como palco para apresentar ao mercado global o anel Magma Vivum. A peça foi concebida a partir da força geológica do Monte Etna e nasce com um objetivo claro: disputar o Inhorgenta Award 2027, referência internacional frequentemente comparada ao Oscar da joalheria.
“Não queríamos simplesmente ilustrar um vulcão, mas canalizar a energia criadora da Terra.”
A declaração de Márcio Granatowicz, fundador e designer da marca, resume o conceito da peça. O anel parte de um cristal de esmeralda Belmont de 17 quilates, mantido em sua formação prismática natural. Em vez de lapidar a gema, o projeto constrói toda a estrutura ao seu redor, respeitando a forma original criada ao longo de milhões de anos.
Quando a lava vira forma
A arquitetura tridimensional combina o acabamento Ouro Veludo, desenvolvido pela Art’G, com fios de ouro polido que sugerem o fluxo do magma. O contraste entre superfícies opacas e brilhantes cria tensão visual e remete ao instante em que a lava esfria e se solidifica.
No centro, o cristal permanece intacto. É ele que sustenta a narrativa — não como adorno, mas como protagonista estrutural e simbólico.
Mais do que pedra, narrativa
A escolha da Sicília não foi apenas estética. Ao apresentar o Magma Vivum no território que inspirou sua criação, a marca reforça uma mudança em curso na alta joalheria: o valor não está apenas na raridade da gema, mas na história que ela carrega.
Colecionadores e jurados internacionais têm priorizado peças que expressem origem, identidade e processo. Nesse contexto, o anel surge como síntese entre geologia, design autoral e engenharia do ouro, articulando natureza e técnica em uma mesma narrativa.
Estratégia brasileira em cena global
A presença da Casa Granatowicz em Taormina também sinaliza um movimento mais amplo: a expansão internacional da joalheria autoral brasileira. Criada em junho de 2026, a marca é o braço de alta joalheria da Art’G e aposta em edições limitadas, rastreabilidade das gemas e distribuição altamente seletiva.
O Magma Vivum inaugura a Linha Magma, enquanto a estreia da casa acontece com a coleção Emerald Lake, feita exclusivamente com esmeraldas da Mina Belmont e destinada a apenas dez joalherias no Brasil.
Com mais de quatro décadas de atuação, a Art’G consolida, com essa nova fase, uma estratégia que une tradição artesanal e inovação técnica para ocupar espaço nos principais mercados de luxo do mundo.


