Brasileiros ocupam um lugar ambíguo quando o assunto é comportamento em hotéis: estão entre os mais educados do mundo, mas também figuram entre os mais criticados por atitudes incômodas.
O novo levantamento “Hotel Etiquette”, divulgado pela Hoteis.com, revela um retrato curioso da autopercepção nacional. Segundo a pesquisa, 29% dos entrevistados colocam o Brasil como a segunda nacionalidade mais educada em hotéis, atrás apenas do Japão, com 39%.
Mas o mesmo grupo também aponta seus próprios conterrâneos como fonte de incômodo. Para 26% dos participantes, brasileiros estão entre os hóspedes mais rudes — praticamente empatados com os Estados Unidos, que lideram essa percepção.
Embora se vejam como educados, brasileiros são altamente críticos com as gafes dos próprios compatriotas em hotéis.
Entre o orgulho e a crítica no mesmo corredor
O contraste chama atenção por revelar um olhar exigente sobre regras básicas de convivência. Para Christie Hudson, Head de RP Global da Hoteis.com, o comportamento dos viajantes brasileiros oscila entre dois extremos: o orgulho da própria educação e a vigilância constante sobre deslizes alheios.
A análise sugere que a experiência em hotéis não depende apenas da infraestrutura, mas de pequenos gestos cotidianos — muitos deles ignorados ou negligenciados.
O que pesa na convivência dentro do hotel
- 56% valorizam cumprimentos simples como “bom dia” e “obrigado”.
- 54% desaprovam falta de respeito com funcionários.
- 42% se incomodam com barulho em corredores durante descanso.
- 57% apreciam quem evita bater portas.
- 34% consideram inaceitável furar fila no café da manhã.
- 16% criticam animais de estimação nas mesas de restaurantes.
Os dados mostram que o incômodo está menos em grandes conflitos e mais em atitudes cotidianas. Ruídos, filas e interações básicas com equipe e outros hóspedes aparecem como pontos sensíveis.
Quando o detalhe define a experiência
A pesquisa foi conduzida pela OnePoll entre 11 e 16 de junho de 2026, com 1.000 brasileiros que já se hospedaram em hotéis. O estudo reforça que a percepção de uma estadia vai além do conforto físico — passa, sobretudo, pela convivência.
Na leitura da Hoteis.com, evitar gafes sociais pode ser tão importante quanto escolher bem o destino. Em ambientes compartilhados, o comportamento individual molda a experiência coletiva.

