A um mês da abertura dos portões, o Rock in Rio 2026 já mobiliza mais de 300 profissionais nos bastidores e prepara uma estrutura de 385 mil m² no Parque Olímpico — enquanto artistas confirmados começam a antecipar como serão seus shows.
Falta exatamente um mês para a abertura dos portões do Rock in Rio 2026. Enquanto equipes de montagem trabalham em ritmo acelerado para transformar o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, na tradicional Cidade do Rock, artistas confirmados na programação já vivem a contagem regressiva para subir aos palcos — e a organização do festival abriu os bastidores da operação que sustenta sete dias de shows.
O exército invisível que faz o show acontecer
Antes de qualquer artista pisar no palco, uma operação que começa meses antes entra em ação. A área de backstage do festival — reservada exclusivamente ao atendimento de artistas — soma mais de 260 contêineres e 88 camarins, distribuídos em 17.629 m². Para dar conta da logística, serão mobilizados mais de 1.500 veículos e cerca de 6.300 toalhas, item que costuma despertar curiosidade do público.

Segundo Anna Clara Chermont, diretora de Produção Artística da Rock World, a estimativa é de que 10 mil pessoas circulem pelos bastidores do festival ao longo dos sete dias — parte de um time de mais de 300 profissionais contratados especificamente para operacionalizar demandas técnicas, de camarim, hospedagem, transporte, vistos e contratos.
O que a gente observa, nos últimos anos, é uma tendência alta do wellness. A gente já estima que muitos incensos, velas aromáticas e óleos essenciais serão pedidos pelos artistas.
Quatro artistas, quatro formas de contar uma história

GIU abre a lista de estreias na Cidade do Rock, com um show em back-to-back ao lado de Carola no dia 4 de setembro. Representante da nova geração da música eletrônica brasileira, a artista já circulou por festivais e clubs de peso no Brasil e no exterior antes de chegar ao Rock in Rio. “É muito legal também dividir isso com uma amiga. Vou fazer um back to back com a Carola, e estamos conseguindo fazer uma curadoria legal para este show”, contou.

No dia 11 de setembro, o Palco Sunset recebe um encontro pensado especialmente para o festival: Os Garotin convidam Duquesa, reunindo nomes de peso da nova música brasileira em uma apresentação exclusiva que promete cruzar diferentes sonoridades. “Para a gente é uma honra. O Rock in Rio é história da música brasileira. Para as novas gerações, o conselho que a gente pode dar pra quem tá chegando é que a gente não pode ir pro futuro da música sem pensar no que já foi feito”, disseram os artistas.

Já Celo Dut abre a programação do Palco Supernova em 12 de setembro. Nascido na Cidade Baixa, em Salvador, o cantor e compositor construiu uma identidade artística que mistura MPB, poesia de rua e rap. Ao lado de Marcelo de la Mare, ele promete uma apresentação pensada como um fluxo único: “A gente tá enxergando o tempo de performance não como um show, mas como uma única música, um único tom. A intenção é trazer esse impacto, esse oxigênio.”

Encerrando a programação do festival em 13 de setembro, DENNIS assume o posto de headliner do Espaço Favela. Com uma carreira marcada por sucessos que atravessaram gerações do funk — de “Cerol na Mão”, “Um Tapinha Não Dói” e “Dança da Motinha” a hits recentes como “Tá OK”, “Joga Pra Lua” e “Essa Novinha” —, o DJ e produtor prometeu um show que resgata a trajetória do gênero. “Eu costumo falar que o Espaço Favela é uma obra de arte. Vou criar uma história do funk. Confesso que eu sempre monto o show um mês antes. Estava conversando com o Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, sobre algumas ideias. Vamos trazer algumas coisas bacanas, contar um pouco dessa história”, afirmou.

Encontros pensados a dedo pela curadoria
Além dos artistas que passaram pela coletiva, o vice-presidente Artístico do festival, Zé Ricardo, adiantou detalhes de outras atrações que fazem parte da linha dos Rock in Rio Originals — shows criados ou co-criados especialmente para o festival, com participação direta da curadoria artística no processo de montagem do repertório.
- Péricles canta a Motown: show autoral dedicado aos clássicos da Motown e da Soul Music americana, com faixas de Jackson 5, Michael Jackson, Stevie Wonder e Rick James. O repertório nasceu de uma seleção de 40 músicas sugeridas pelo próprio cantor, reduzidas a 13 faixas em parceria com a curadoria do festival.
- Roupa Nova e Guilherme Arantes: no dia 7 de setembro, os palcos Mundo e Sunset terão uma curadoria temática dedicada a artistas que também são compositores. Roupa Nova — banda que gravou a primeira versão do hino oficial do festival — se apresenta ao lado de Guilherme Arantes, em um encontro planejado a partir da amizade entre os dois.
- Vanessa da Mata e Rubel: a curadoria confirmou um encontro entre os dois artistas, reunindo estilos de composição distintos que, segundo Zé Ricardo, têm pontos de conexão relevantes.
Ao relembrar desafios de produção de edições recentes, Anna Clara Chermont contou como sua equipe montou um camarim dentro de uma embarcação para receber Mariah Carey durante o especial “Amazônia Live”, show de TV realizado em prol da preservação da floresta, com palco em formato de folha instalado no meio de um rio. Segundo Chermont, a experiência exigiu levantamento antecipado de todas as necessidades da artista e de sua equipe técnica — incluindo iluminação e itens pessoais, como vela e vinho de preferência da cantora — para garantir que a logística funcionasse mesmo em um cenário fora da estrutura tradicional do festival.
Uma cidade dentro da cidade
A área ocupada pelo festival equivale a 54 gramados do Maracanã. Nela, será erguida a estrutura para receber 190 shows, com mais de 1.300 artistas — 45 deles internacionais — distribuídos por sete palcos.
O Palco Mundo, principal escenário do festival, já tem a fachada finalizada e começa a receber os painéis de LED que vão compor sua cenografia: serão 2.400 m² de telas, capazes de transformar a identidade visual do palco a cada apresentação. Com 107 metros de largura e 27,5 metros de altura, o palco terá potência sonora de 3,2 milhões de watts e mais de 16 toneladas de cenografia.

Já o Palco Sunset, com sua característica composição de pirâmides brancas, terá 93 metros de largura, 27,5 metros de altura, 18 toneladas de cenografia e 341 m² de LED.

O Espaço Favela, por sua vez, contará com 60 “casinhas” de diferentes tamanhos e cores em sua cenografia, além de 38,5 m² de LED, em uma estrutura de 75 metros de largura por 12,85 metros de altura. Já o Global Village, dedicado a experiências culturais imersivas, ocupará 6 mil m² com arquiteturas inspiradas em diferentes países e apresentações diárias de dança.
Última chance para os dias esgotados

Fãs que ainda não garantiram presença em todos os dias do festival têm uma última oportunidade nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 12h: a venda extraordinária de ingressos, no site oficial da Ticketmaster Brasil, disponibiliza um número limitado de entradas para dias que já haviam esgotado na venda geral — resultado de eventuais cancelamentos ao longo do processo.
Serviço
- Rock in Rio 2026 — Parque Olímpico, Rio de Janeiro
- Datas do festival: setembro de 2026
- Venda extraordinária de ingressos: quinta-feira, 6 de agosto, às 12h
- Ponto de venda: site oficial da Ticketmaster Brasil
Foto: Divulgação
