Educadores de instituições públicas e privadas recebem ferramentas práticas para transformar o ensino sobre preservação marinha e alinhar as salas de aula às diretrizes globais da Década dos Oceanos.
A formação de uma consciência ecológica prática ganha espaço nas salas de aula por meio do workshop “Oceano na Sala de Aula: Educação para a Sustentabilidade e Cultura Oceânica”, promovido pelo Departamento de Educação para Conservação do AquaRio em 28 de agosto. A ação é voltada exclusivamente a profissionais de ensino e não integra a visitação regular aberta ao público.
Levar o oceano para a sala de aula, significa formar uma geração capaz de compreender que nossas escolhas estão diretamente conectadas à saúde do planeta. Queremos contribuir para que os educadores sejam protagonistas na construção de uma sociedade que reconheça a importância dos oceanos, assumindo responsabilidade pela sua conservação.
A iniciativa compõe o projeto “Pescando Saberes”, vertente do programa “Marés de Desenvolvimento”, e está registrada como Oficina Livre do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O movimento colabora diretamente com o processo de atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil, dentro da mobilização “O Brasil na Década dos Oceanos: Vozes para o Futuro”, coordenada mundialmente pela ONU/UNESCO (2021–2030).

O caminho para o Selo Escola Azul
O encontro apresenta metodologias interdisciplinares para trabalhar a temática marinha no cotidiano escolar, servindo de base para que as instituições desenvolvam ações contínuas de educação oceânica. Essa qualificação prepara as escolas para a obtenção do Selo Escola Azul, certificação que atesta o compromisso pedagógico com a sustentabilidade e com a cultura oceânica.
A estrutura pedagógica foi desenvolvida em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Agenda 2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o modelo STEAM e a aprendizagem baseada em projetos. Os eixos centrais cobrem biodiversidade, conservação ambiental, mudanças climáticas, poluição marinha e uso sustentável dos recursos naturais.
Conforme explica Leonardo Avellar, biólogo marinho e gestor do departamento de educação para conservação do aquário, o objetivo central é instrumentalizar quem leciona para que a ciência marinha alcance crianças e jovens de forma estruturada e reflexiva.

Pilares de conservação e pesquisa
Situado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, o complexo reúne ações de divulgação científica, entretenimento e conservação marinha em uma área de 26 mil metros quadrados com 4,5 milhões de litros de água. O espaço abriga cerca de 10 mil animais de 350 espécies, distribuídos por atrações como o Grande Tanque Oceânico, túneis subaquáticos e tanques de toque.
O circuito institucional conta também com o Museu de Cera, a instalação sensorial Mar de Espelhos e o parque interativo Globo Experience (GEX), que complementam as operações de visitação e convivência no polo.
Serviço
- Endereço: Praça Muhammad Ali, s/nº – Gamboa, Rio de Janeiro (RJ)
- Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h (última entrada às 16h); sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h (última entrada às 17h)
- Ingressos e informações: https://aquariomarinhodorio.com.br
Leia também
- Natal no AquaRio tem mergulho do Papai Noel e programação educativa
- AquaRio participa do Rio Ocean Week com ações educativas e palestras no Museu do Amanhã
