A transição de estação impulsiona uma renovação completa no armário, substituindo peças pesadas por tecidos fluidos e tonalidades que alternam entre a vibração pura e a sutileza elegante.
A despedida dos dias frios no fim de setembro dá início a uma reorganização visual em que casacos e jaquetas perdem espaço para modelagens arejadas. Sobriedade e tons fechados cedem lugar a cartelas solares e misturas cromáticas que quebram convenções, com destaque para combinações como vermelho-coral com rosa-pêssego ou laranja associado ao verde-cítrico.
A temporada chuvosa e neutra dá passagem ao vermelho-coral e misturas vibrantes que assumem o protagonismo na rotina.
Para decodificar as direções estéticas dos próximos meses, Maria Manuella Almeida, à frente da criação da label carioca Litt, mapeia as tonalidades que assumem o protagonismo da primavera/verão.

O impacto expressivo do vermelho-coral
Intenso e caloroso, o vermelho-coral surge para definir a identidade dos novos looks. A cor funciona tanto em produções completas — a exemplo de macacões, vestidos longos, conjuntos e corselets — quanto em detalhes estratégicos. Quem busca inserções comedidas pode recorrer ao recurso do ponto de cor sobre bases neutras. Já a harmonização por contraste ganha força no color blocking ao lado de outros tons luminosos.
Em paralelo, o branco reafirma seu papel atemporal em períodos de temperaturas elevadas. Capaz de transitar de ambientes descontraídos a ocasiões formais, a tonalidade sobressai em cortes fluidos. A estratégia para fugir do básico reside no jogo de proporções: peças estruturadas acompanhadas por complementos vaporosos ou saias amplas coordenadas com partes de cima ajustadas ao corpo.

Suavidade amanteigada e a delicadeza dos clássicos
As variações amanteigadas mantêm relevância e expandem sua presença por meio do amarelo baunilha, bege suave e matizes correlatos. A versatilidade dessas tonalidades permite diálogos fluidos tanto com pigmentos vívidos quanto com elementos clássicos de alfaiataria.
O rosa queimado introduz uma feminilidade sóbria. Alternativa consistente aos tons fluorescentes de rosa, o matiz ganha profundidade quando aplicado em superfícies táteis como rendas, linho puro e detalhes em babados, além de dialogar organicamente com padronagens florais da estação.

Frescor natural em variações de verde
Símbolo de frescor botânico, o verde percorre caminhos distintos. O verde-musgo atua como base neutra e de fácil adaptação entre diferentes climas do ano, enquanto as gradações cítricas garantem dinamismo em bermudas, saias e camisaria. Conjuntos monocromáticos e peças únicas no mesmo tom despontam como caminhos diretos para compor uma estética contemporânea sem excessos.















