A investigação sobre a diversidade dos corpos e a ocupação dos espaços urbanos ganha novos desdobramentos em São Paulo com uma temporada que reúne formação, intercâmbio, audiolivro e a estreia de um novo espetáculo até o fim do ano.
Não basta produzir uma obra acessível; é necessário pensar a acessibilidade em diferentes etapas e formatos de produção e circulação artística.
A iniciativa é conduzida pela Cia Dança sem Fronteiras, sob direção da coreógrafa e educadora Fernanda Amaral, e consolida mais de 16 anos de investigação cênica. A programação integra o projeto “Trajetórias Plurais e Diversos Saberes com Dança sem Fronteiras”, viabilizado pela 38ª edição do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, mobilizando processos colaborativos entre profissionais, estudantes e o público em geral.
O pontapé das atividades em outubro acontece no Centro Cultural São Paulo, combinando oficinas práticas e vivências de criação. O cronograma inclui a residência “Introdução e Aprofundamento ao Método de Danceability e o Processo de Criação da Dança Sem Fronteiras”, voltada ao compartilhamento da metodologia de dança inclusiva desenvolvida pela companhia, com encerramento marcado por uma intervenção artística aberta na área de convivência da instituição.

Práticas abertas e narrativas com o corpo
Paralelamente à residência, o grupo realiza às quartas-feiras oficinas de Performance e Narrativas em parceria direta com a Biblioteca Braille do CCSP. Os encontros se iniciam na sala de ensaio e avançam pelas dependências do espaço cultural, estimulando os participantes a criarem descrições com o corpo e audiodescrições vocais. As inscrições são recebidas via correio eletrônico institucional do projeto.
