A fusão entre alta coquetelaria, gastronomia e artes visuais transforma o ambiente em uma tela viva, onde a projeção de imagens e novos drinques redefinem a dinâmica de ocupação e permanência noturna.
O espaço entre o prato, o balcão e as paredes deixa de ser apenas um pano de fundo para assumir o protagonismo narrativo. O restaurante Rocco, localizado em Ipanema, estabelece um novo momento em sua operação ao converter a própria estrutura arquitetônica em uma instalação sensorial contínua. O movimento entrelaça o paladar, a música e o visual em uma jornada elaborada para envolver inteiramente o público.
A gastronomia continua sendo fundamental, mas ela passa a conversar ainda mais com o bar, com a música, com as atrações e agora também com uma linguagem visual.
A partir das 22h, as mesas e os corredores ganham uma atmosfera vibrante, com cenários arquitetônicos que acompanham o ritmo do som. A concepção artística leva a assinatura de Carol Santana, artista visual multimídia e VJ carioca responsável por trabalhos de video mapping exibidos em mais de dez países. Sob a sua direção, o estabelecimento ganha contornos e movimentos que se modificam ao longo de toda a madrugada.

Fluxos visuais e adaptação da luz
O primeiro circuito de imagens projetado na casa atende pelo tema “A evolução do mundo”. A intervenção atua como uma obra aberta, um organismo que dialoga e se transforma conforme a noite avança. A proposta central é abolir as atrações isoladas e priorizar a criação de um clima contínuo, onde cada efeito luminoso potencializa o ato de celebrar, beber e comer.
Para Bernard Barzi, esse aprofundamento multissensorial representa uma transição natural para a marca. A intenção é que os frequentadores explorem o local de ângulos e maneiras distintas a cada retorno, enxergando os espaços muito além de um simples jantar, mas sem descaracterizar a essência consolidada do espaço.
Passeio etílico pelo Oriente
Em total sintonia com a inovação imagética, as prateleiras de bebidas elevam o nível das ofertas por intermédio do mixologista Walter Garin. O novo menu Oriental Escape funciona como um diário de viagens no copo, resgatando influências claras de países como China, Índia, Tailândia, Nepal, Vietnã, Coreia do Sul e Japão. A essência do projeto mora no pareamento de elementos exóticos com clássicos da flora brasileira, a exemplo do jambu, cumaru e da boa cachaça.
Ao todo, cinco composições ditam o tom deste roteiro. No drinque Annapurna, a peculiar dormência da pimenta Timur nepalesa é fielmente recriada por intermédio do jambu amazônico, misturado à cachaça envelhecida, cordial de chá preto e bitter de cacau. Já rumo ao Vietnã, o perfil fresco do THẢO exalta o frescor botânico através de vodka com cardamomo e capim-limão.
Representando os pomares da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, a criação Gyul une rum com Sichuan, mate tostado, mel ácido de tangerina e gengibre. Ao evocar a filosofia do umami, característica do Japão, o Nagomi extrai potência de vermute bianco de gengibre, amaro e cachaça branca. Há também uma rota não-alcoólica com o Yūgen, garantindo frescor aromático a partir de chá verde, pêssego e mel.

Serviço
- Endereço: Rua Aníbal de Mendonça, 112 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ
- Horário de funcionamento: domingo, terça e quarta, das 19h às 00h; quinta, sexta e sábado, das 19h às 02h. Não abre segunda
- Reservas: usetag.me/roccoipanema
- Capacidade: 180 pessoas sentadas
- Data de inauguração: 12/06/2025
- Instagram: @roccoipanema



