A Orquestra Sinfônica Brasileira reúne obras marcantes de Robert Schumann e Johannes Brahms na Sala Cecília Meireles sob a regência do maestro Marcelo Lehninger e com solos de Jean Louis Steuerman.
A Orquestra Sinfônica Brasileira retorna ao palco da Sala Cecília Meireles nos dias 31 de outubro e 1º de novembro para mais duas apresentações integrantes do Festival Brahms-Schumann. A programação destaca a produção de dois expoentes da música erudita alemã em interpretações que combinam rigor técnico e sensibilidade expressiva.
A unidade formal e poética que habita o Concerto pode nos fazer esquecer que ele surgiu, na verdade, como uma Fantasia em um único movimento, em 1841.

A evolução da escrita de Schumann para piano
O concerto traz como destaque inicial o Concerto para Piano em lá menor, op. 54, de Robert Schumann, que conta com a participação do pianista Jean Louis Steuerman como solista. A obra teve sua origem como uma Fantasia em movimento único no ano de 1841 e assumiu sua estrutura definitiva em três movimentos em 1845, após revisões motivadas por recusas de editores e pelo incentivo de Clara Schumann.
Com a regência do maestro Marcelo Lehninger, a interpretação evidencia a capacidade criativa do compositor ao construir uma estrutura lírica e melódica complexa a partir de um material temático enxuto.

A luminosidade da Segunda Sinfonia de Brahms
Na segunda parte do programa, o conjunto executa a Sinfonia nº 2 em Ré maior, Op. 73, de Johannes Brahms. Escrita em 1877 às margens do lago Wörthersee, a obra reflete variações de atmosfera inspiradas pela natureza local, alternando passagens pastorais e momentos de maior densidade dramática em um tom predominantemente solar.
A peça sucedeu a Primeira Sinfonia do compositor, cuja elaboração exigiu mais de duas décadas de trabalho sob a influência histórica de Ludwig van Beethoven. A receptividade positiva da crítica e do público em 1876 abriu caminho para a fluidez com que Brahms concluiu a segunda sinfonia poucos meses depois.

Tradição sinfônica e formação de público
Fundada em 1940, a instituição possui 85 anos de trajetória contínua no cenário cultural do país. Reconhecida pelas iniciativas de democratização do acesso à música clássica, a orquestra conta atualmente com um corpo artístico formado por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros.
Serviço
- Festival Brahms-Schumann
- Datas: 31 de outubro (sábado), às 17h, e 1º de novembro
- Local: Sala Cecília Meireles (Rua da Lapa, 47 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ)
- Ingressos: R$ 40,00 (R$ 20,00 meia)
