A professora e artista Luana Bandeira expandiu as fronteiras da dança brasileira ao introduzir oficinas de matrizes africanas no Svenskt Encontro do Samba, realizado na Suécia.
O samba brasileiro atravessou o Atlântico e ganhou novos movimentos no continente europeu. A artista e professora de dança Luana Bandeira participou do Svenskt Encontro do Samba, realizado na cidade de Kalmar, na Suécia, onde esteve à frente de uma série de workshops dedicados a conectar os ritmos nacionais às suas raízes ancestrais.
É muito importante que as pessoas entendam um pouco mais sobre a cultura afro, porque isso também fortalece o samba. O samba é essa mistura toda, tem muitas histórias e referências.

Uma imersão inédita nas ritmidades ancestrais
A presença da professora marcou uma novidade na trajetória do festival sueco, que recebeu pela primeira vez em sua história uma grade inteiramente voltada ao samba afro e a outras manifestações tradicionais do Brasil. Durante um fim de semana de atividades intensas, a instrutora conduziu cinco aulas com propostas diversificadas.
A programação envolveu duas aulas de samba afro, sendo uma delas direcionada aos níveis intermediário e avançado, além de encontros focados na dança dos orixás, no jongo e no maculelê. As oficinas aliaram a prática corporal à contextualização histórica de cada expressão cultural.

História, movimento e conexão nos palcos
Além de ensinar a movimentação de cada ritmo, a proposta buscou apresentar as referências e a memória coletiva que sustentam essas manifestações populares. O objetivo principal foi demonstrar como a herança afro-brasileira contribui diretamente para a formação e a evolução do samba praticado mundialmente.
A troca com os alunos culminou em uma recepção calorosa e em mensagens de agradecimento ao término das oficinas. O diálogo cultural também se desdobrou no palco do festival, onde a artista realizou uma performance coreografada ao som de sambas que homenageiam a ancestralidade e as divindades afro-brasileiras.
Fiquei muito feliz porque consegui levar um pouco além do samba, apresentar nossas origens. Foi uma troca muito bonita e saí com a sensação de missão cumprida.
A passagem pelo evento sueco ampliou o repertório dos participantes para além do samba de gafieira e dos passos tradicionais, consolidando a dança afro e os ritmos de terreiro e de roda como elementos fundamentais da identidade artística do Brasil no exterior.





