Evento em Porto Alegre premiou produções negras e entregou o Troféu Odilon Lopez ao ator e músico Tony Tornado.
Premiação e homenagens
O 6º Festival Cinema Negro em Ação anunciou seus premiados no sábado (1º/10), em cerimônia realizada na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento, promovido pela Secretaria da Cultura (Sedac) e pelo Instituto Estadual de Cinema (Iecine), reuniu mostras de filmes, consultorias e homenagens a cineastas negros, consolidando-se como um importante espaço de visibilidade e fortalecimento do audiovisual negro no Brasil.
O ator e cantor Tony Tornado foi o grande homenageado da edição, recebendo o Troféu Odilon Lopez das mãos de Sofia Ferreira, diretora do Iecine, e Kaya Rodrigues, curadora geral do festival.
“Eu fico muito emocionado, lisonjeado. Sinceramente, nem sei se sou merecedor, mas em nome de todos que acreditam na nossa missão (dos artistas negros), nós vamos continuar porque a vitória é certa. Ainda tenho cinco anos para fazer 100 anos.”
A fala emocionada de Tony Tornado marcou a noite, que terminou com um show do artista, reunindo o público na Travessa dos Cataventos.
Filmes premiados
As produções baianas se destacaram na competição principal. O longa “Quem é essa mulher”, de Mariana Jaspe, e o curta “Nevrose”, de Ana do Carmo, foram os grandes vencedores. O maranhense “Herança”, de Micah Aguiar e Jonas Sakamoto, levou o prêmio de melhor videoclipe, e o carioca “Ao Mar… Devolvo o Sal das Nossas Lágrimas” (2025), de Giuliano Lucas, venceu na categoria videoarte. O curta “Dia de Preto” (SP), de Beto Oliveira, recebeu menção honrosa.
Destaques do Rio Grande do Sul
Os prêmios Destaque RS reconheceram talentos locais: Crystom Afronário venceu por sua direção no curta “Aconteceu à Luz da Lua”; “B.O.S à Parte” (2025), de Guilherme Fernandes dos Santos, foi premiado pela trilha sonora; e Valéria Barcellos recebeu o prêmio de melhor atriz por “Mãe” (2025), de Jöão Monteiro.
Premiações do Sopapo Lab
Durante o festival, também foram premiados projetos do Sopapo Lab, com consultorias e passes para eventos audiovisuais. Entre os contemplados estão: “Morada das Lágrimas”, de Nádia Maria (MA); “Alguns Nomes Ainda Queimam”, de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila (RS); “Quase Vira”, de Luana Arah (RJ); “A Raiz Arandu”, de Viviane Juguero (RS); e “Anjos de Fogo”, de Adry Silva (RS).
Parcerias e apoio institucional
O Festival Cinema Negro em Ação contou com o apoio da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), Cine Bancários, Paradiso Multiplica, Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul (Siav RS) e outras instituições parceiras.
Crédito da imagem: Sérgio Rosa

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