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Cinema com debate aproxima público de Zezé Motta e Pitanga no RJ

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O cinema ganha voz e resposta imediata do público no interior do Rio, com sessões seguidas de conversas que colocam artistas e plateia no mesmo espaço.

A 24ª edição do Festival Sesc de Inverno entra na segunda semana ampliando o papel do audiovisual na programação. Até 2 de agosto, o público poderá assistir a filmes e participar de encontros com nomes como Antônio Pitanga e Zezé Motta, que comentam suas trajetórias após as exibições.

Mais do que assistir, o público é convidado a dialogar diretamente com quem constrói a história do cinema brasileiro.

A agenda inclui ainda um encontro com Clarissa Appelt e Daniel Dias, diretores de “Herança de Narcisa”, filme que marca a estreia de Paolla Oliveira no terror. A sessão acontece em 24 de julho, às 19h, no Sesc Teresópolis.

Quando o passado assombra e revela outra herança

O longa acompanha Narcisa, uma ex-vedete que decide vender o casarão herdado da mãe. O processo de esvaziamento, porém, expõe memórias e elementos sombrios que transformam a decisão em um mergulho inesperado. O filme conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio.

Já em 26 de julho, às 16h30, no Sesc Três Rios, Antônio Pitanga conversa com o público após a exibição de “Malês”. Ambientado em Salvador de 1835, o filme retrata a Revolta dos Malês e acompanha a trajetória de dois jovens muçulmanos escravizados. A produção ultrapassou 100 mil espectadores no cinema, um número expressivo para o gênero histórico.

Memória, identidade e resistência em cena

No dia 31 de julho, às 19h, no Sesc Nova Friburgo, Zezé Motta participa de bate-papo após a exibição do documentário “Zezé Motta, La Femme Enchantée”. Dirigido por Ariel de Bigault, o filme apresenta um retrato da artista e de sua importância para a cultura negra no Brasil.

A programação também revisita “Xica da Silva”, que completa 50 anos em 2026. Em um talk show, Zezé compartilha memórias de mais de seis décadas de carreira, abordando arte, identidade e resistência.

Festival amplia alcance e aposta no fluxo cultural

Em 2026, o festival adota o conceito de “afluir”, propondo a cultura como espaço de encontro e transformação. Ao todo, são 27 cidades, cerca de 300 atrações e mais de 500 horas de programação, reunindo 850 artistas.

O Instituto Fecomércio de Sustentabilidade também integra a programação com ações de educação ambiental e coleta seletiva em diferentes localidades, reforçando a dimensão social e sustentável do evento.

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