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Cinema independente brasileiro conquista Cannes pelo 2º ano

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Com 15 filmes entre horror, ficção científica e cinema autoral, o VDF Showcase retorna ao Marché du Film de Cannes em 2026 com produções do Brasil, Argentina, México e Suíça.

A VDF Connection chega ao festival pela segunda vez consecutiva, consolidando sua presença como uma das principais pontes entre o cinema independente latino-americano e o circuito internacional. A agência boutique, com sede em São Paulo e Buenos Aires, foi fundada pela curadora brasileira Mónica Trigo e por Javier Fernández Cuarto, ex-diretor do programa Blood Window no mercado Ventana Sur — um dos mais respeitados espaços de cinema fantástico da América Latina.

Em 2026, o VDF Showcase se divide em dois eixos complementares que revelam a amplitude da seleção. O Fantastic Cuts reúne sete longas voltados ao fantástico, thriller, ficção científica e horror. Já o First Look apresenta oito obras recém-finalizadas que exploram ficção de autor, documentário e linguagens híbridas.

Sete filmes para abrir o apetite do fantástico

A sessão do Fantastic Cuts acontece no dia 16 de maio, às 11h30, no Palais J, diante de programadores de festivais e agentes de vendas internacionais. A seleção atravessa fronteiras — literalmente. Produções da Suíça, México, Brasil e Estados Unidos dividem o espaço e mostram que o cinema de gênero independente tem múltiplos sotaques.

Entre os títulos está Covil (Beyond the Nest), de Rodrigo Lages, estrelado por Vitória Strada. O filme foi eleito melhor da Mostra Nacional do Fantaspoa e fechou recentemente um acordo de distribuição com a Globoplay no Brasil — com a VDF Connection responsável pelas vendas internacionais. Também integram a seleção La Velocidad del Zoom, do mexicano Jesús Magaña Vázquez; Dämmerung, produção suíça de Marcos Aurelio Ramírez; O Que Sobrou do Céu, de Luciana Malavasi; Cantos Escuros 2: A Maldição de Safira, de Henrique Nuzzi; The Taxidermist, coprodução Brasil-EUA dirigida por Paulo M. Nascimento; e Paradise, de Davi Revoredo.

First Look: oito estreias no radar internacional

Dois dias depois, em 18 de maio, também às 11h30 no Palais J, é a vez do First Look. Os oito filmes dessa seção fazem sua primeira aproximação formal com o circuito internacional de festivais e mercados — um momento que pode definir o rumo de uma obra por anos.

A seleção é majoritariamente brasileira, com a exceção de Bravo, do argentino Gonzalo Villegas. Os demais títulos incluem Ilhéus, de Manu Sobral; Onde Estamos Seguros, de Thais Scabio e Gilberto Caetano; Quase Inverno, de Rodrigo Grota; A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti; O Chamado do Rosário, de Reginaldo Marques Silva; Minha Querida Alice, de Rogério Sagui; e A Versão da Lei, de Ninna Fachinello.

Mais que visibilidade: uma jornada de preparação

O VDF Showcase não começa em Cannes — chega até lá. Antes da viagem ao sul da França, os filmes selecionados passaram por uma jornada de capacitação que incluiu sessões de treinamento, palestras, consultorias individuais e encontros com agentes de vendas, programadores de festivais, especialistas em pós-produção e consultores jurídicos.

Para a VDF Connection, o propósito vai além da visibilidade pontual. A plataforma quer gerar condições reais de posicionamento e circulação futura para filmes que, muitas vezes, têm potencial internacional mas carecem de estrutura para acessá-lo.

Três títulos em vendas internacionais

Além do Showcase, a VDF Connection apresenta em Cannes três títulos disponíveis para vendas internacionais. O já citado Covil lidera essa linha. Em seguida, Consequências Paralelas, drama de ficção científica multipremiado dirigido por Gabriel França e CD Vallada, que garantiu distribuição no Brasil pela O2 Filmes. Por fim, You’re It (La Mancha), dirigido pelos cineastas de gênero Adrián e Ramiro García Bogliano — dupla com trajetória consolidada no horror internacional —, que teve sua estreia mundial na seção Nocturna do BAFICI.

Com essa combinação de showcase formativo e linha de vendas ativas, a VDF Connection reafirma seu papel como agente estratégico no ecossistema audiovisual independente, construindo pontes concretas entre criadores, festivais e o mercado global.


Serviço

Cinema independente brasileiro conquista Cannes pelo 2º ano
Foto: Divulgação
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