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Documentário sobre refugiados no Malawi tem pré-estreia e debate em SP

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Quatro líderes refugiados que transformaram a realidade de milhares de pessoas no Malawi têm suas trajetórias retratadas em longa-metragem com exibição especial e debate na capital paulista.

A história de superação e mobilização comunitária no Campo de Refugiados de Dzaleka, no Malawi, chega às telas de cinema. O documentário “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” acompanha a trajetória dos jovens Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly B. Zihalirwa e Frank Kabamba, idealizadores de um movimento transformador em meio a um dos cenários de maior vulnerabilidade do continente africano.

Eu sou porque nós somos.

Projetado em 1994 para abrigar dez mil pessoas, o espaço em Dzaleka acolhe atualmente cerca de 58 mil habitantes vindos de países como República Democrática do Congo, Ruanda, Burundi, Moçambique e Somália, forçados a deixar suas terras devido a conflitos étnicos, políticos e religiosos. Diante do colapso estrutural e das severas restrições impostas aos moradores, o grupo buscou na filosofia africana a base para articular soluções coletivas de sobrevivência e dignidade.

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Foto: Divulgação

A mobilização comunitária que deu origem à Escola Ubuntu

Com o apoio da organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras, a iniciativa comunitária expandiu-se e estruturou frentes voltadas para a educação, nutrição, capacitação profissional e geração de renda. Um dos pilares do projeto é a Escola Ubuntu, criada para garantir acesso ao ensino e construir novas perspectivas para crianças e jovens em situação de refúgio.

Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido por Iafa Britz, o longa é assinado pela Migdal Filmes, distribuído pela Downtown Filmes e conta com apoio institucional da FSF. A exibição paulistana antecede o lançamento do filme no circuito comercial em todo o país, agendado para 12 de novembro.

Após a projeção na capital paulista, no 4 de novembro de 2026, os organizadores promovem uma discussão aberta com o público sobre os desafios contemporâneos do refúgio, o protagonismo social e a relevância de ações estruturadas de acolhimento.

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