Com Lucrecia Martel e Leandra Leal na seleção, o 17º Festival Internacional de Cinema da Fronteira anuncia 30 títulos de 18 países e estreia premiação com a Assembleia Legislativa gaúcha.
Os filmes concorrentes ao 17º Festival Internacional de Cinema da Fronteira – Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa foram anunciados na quarta-feira (25), durante cerimônia no Salão Júlio de Castilhos, no Palácio Farroupilha, em Porto Alegre. O evento reuniu autoridades, imprensa e realizadores para revelar a seleção que vai movimentar Bagé e Sant’Ana do Livramento entre os dias 29 de abril e 2 de maio de 2026.
Seleção equilibrada e com forte presença feminina
A programação competitiva reúne 30 títulos igualmente divididos entre longas-metragens, curtas-metragens e curtas de animação. Entre os longas, oito são dirigidos por realizadoras ibero-americanas, refletindo uma curadoria atenta à diversidade de vozes. O festival recebeu mais de 3,2 mil inscrições de 120 países, com mais de 470 longas-metragens disputando uma vaga na seleção.
Destaques da competitiva de longas incluem “Nuestra Tierra”, da premiada diretora argentina Lucrecia Martel, e “Nada a Fazer”, documentário assinado pela atriz e cineasta brasileira Leandra Leal. Também integram a seleção filmes do Brasil, México, Portugal, Bolívia, Uruguai e Argentina.
Parceria inédita com a Assembleia Legislativa
Pela primeira vez em sua história, o festival conta com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul como parceira na premiação. Ao todo, R$ 15 mil serão distribuídos entre os melhores trabalhos: R$ 10 mil ao melhor longa-metragem, R$ 2,5 mil ao melhor curta-metragem e R$ 2,5 mil ao melhor curta de animação.
“Para nós da Assembleia é uma alegria imensa poder fazer parte do Festival da Fronteira e poder trabalhar a municipalidade, descentralizando eventos culturais para o interior do estado. É de grande importância desenvolver a cultura, novos talentos e promover a economia também na região.” — Sergio Peres, presidente da Assembleia Legislativa gaúcha
Maturidade estética e identidade regional
Para Zeca Brito, secretário municipal de Cultura de Bagé, o momento é de consolidação. “Em 2026 o Festival da Fronteira atinge sua maturidade estética, consolidando-se como porta de entrada no Brasil do cinema de qualidade realizado no Mercosul. É um espaço de intercâmbio cultural e diálogo, entregando aquilo que se espera de um festival internacional de excelência”, afirmou.
A curadoria de longas é assinada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina. Já a curadoria de curtas é de José Eduardo Camargo, Marizele Garcia, Frederico Ruas e João Werlang. Em paralelo ao festival, acontece o V Sur Frontera WIP LAB, laboratório voltado a profissionais do audiovisual com tutorias, work in progress e atividades de capacitação.
Filmes selecionados
Competitiva Internacional de Longas-Metragens
- “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia (Documentário, Brasil)
- “Ángeles”, de Paula Markovitch (Ficção, México/Argentina)
- “Cartas Para…”, de Vânia Lima (Documentário, Brasil)
- “Cielo”, de Alberto Sciamma (Ficção, Bolívia)
- “Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques (Ficção, Portugal)
- “Futuro Futuro”, de Davi Pretto (Ficção, Brasil)
- “Nada a Fazer”, de Leandra Leal (Documentário, Brasil)
- “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel (Documentário, Argentina)
- “Un Futuro Brillante”, de Lucía Garibaldi (Ficção, Uruguai)
- “Quemadura China”, de Verónica Perrotta (Ficção, Uruguai)
Competitiva Internacional de Curtas-Metragens
- “A Biblioteca de Jorge Furtado”, de Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (Brasil)
- “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé”, de Van Van (Brasil)
- “Coisas que Meu Pai me Deu”, de David Selva, Victor Oliver e Yifan Wen (Brasil/Costa Rica/Portugal)
- “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (Brasil)
- “Entrevista com Fantasmas”, de Lincoln Péricles (Brasil)
- “Filme Pin”, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (Colômbia/Portugal)
- “Nuestra Sombra”, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina)
- “Pasta Negra”, de Jorge Thielen Armand (Canadá/Colômbia/Itália/Venezuela)
- “Pedra-mar”, de Janaína Lacerda (Brasil)
- “Te Extraño Perdularia”, de Manu Zilveti (Cuba)
Competitiva Internacional de Curtas de Animação
- “After Me, The Flood”, de Max Shoham (Canadá)
- “A Menina e o Pote”, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)
- “Apocalypsis”, de Nicolás Sanabria, Emmanuel Alcalá e Andrés Llanezas (Argentina)
- “Duwid Tuminikiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapixana (Brasil)
- “Marimbã está Acontecendo”, de Maryn Marynho (Brasil)
- “Sheep—Wolf”, de Polina Safina (Rússia)
- “Shelter”, de Chiara Vincenti Zakhia (Itália/Líbano)
- “Socially approved positions of bodies in space”, de Lera Oleynikova (Rússia)
- “The entrance lies there”, de Haoyu Chen (China)
- “Um corpo sem cavalo?”, de Lara Fuke (Bélgica/Brasil/Finlândia/Portugal)
Serviço
- XVII Festival Internacional de Cinema da Fronteira
- De 29 de abril a 2 de maio de 2026
- Bagé e Sant’Ana do Livramento (RS)
- Entrada gratuita em todas as atrações
- Site: festivaldafronteira.com.br
- Instagram: @festivaldafronteira
