Antes mesmo de ocupar o Mercado Central de Belo Horizonte, o Matula Film Festival 2026 inicia sua programação com uma proposta internacional que conecta audiovisual e cultura alimentar. Nos dias 1 e 2 de julho, o festival promove o MAXLAB – Mercados em Movimento, laboratório online que antecipa os debates e reflexões que marcarão a edição deste ano.
O encontro funciona como ponto de partida para o festival, que acontece entre 6 e 8 de agosto, e reforça a proposta do Matula de investigar o que está por trás da comida: territórios, identidades e modos de vida.
Laboratório conecta cinema, território e memória
Realizado em parceria com a MAX Audiovisual | Sebrae Minas, o MAXLAB integra o eixo curatorial “Do Território ao Filme” e propõe uma imersão em processos criativos ligados ao universo da cultura alimentar.
Dividido em dois encontros online ao vivo, com três horas de duração cada, o laboratório reúne realizadores, produtores, pesquisadores e interessados em explorar as conexões entre cinema, mercados, feiras e cozinhas. O tema desta edição — “Cinema, Território e Processos de Criação” — orienta as discussões.
A proposta parte de uma leitura ampliada desses espaços: mais do que centros de comércio, mercados e feiras são entendidos como territórios vivos, onde tradições se mantêm e identidades são construídas diariamente.
Experiências internacionais em foco
O laboratório será conduzido por dois convidados italianos que apresentam estudos de caso a partir de suas trajetórias profissionais.
Teresa Sala, documentarista e diretora de “Living Matters”, traz sua experiência em projetos voltados à memória, ao patrimônio cultural e às culturas alimentares. Seu trabalho investiga como o audiovisual pode registrar e preservar saberes tradicionais.
Ao lado dela, Massimo Battaglini, chef e pesquisador da cultura alimentar italiana, contribui com uma abordagem que conecta gastronomia, território e patrimônio cultural. Radicado em Belo Horizonte, ele atua diretamente na interseção entre práticas culinárias e identidade cultural.
A partir dessas perspectivas, os participantes são convidados a refletir sobre os caminhos que ligam o território ao filme — e como o cinema pode atuar na preservação de memórias e na valorização de culturas locais.
Matula amplia diálogo entre cidades criativas
O laboratório também antecipa um dos pilares da edição 2026 do festival: a conexão entre Belo Horizonte e Bergamo, na Itália. Ambas reconhecidas como Cidades Criativas da Gastronomia pela UNESCO, as duas localidades são colocadas em diálogo a partir de suas relações com comida, território e produção cultural.
Com o tema “Gastronomia de Feira – Cidades Criativas da Gastronomia”, o festival busca ampliar esse intercâmbio internacional, explorando como diferentes contextos urbanos constroem suas identidades a partir da comida e de seus espaços de convivência.
Ao propor esse cruzamento entre audiovisual e cultura alimentar, o Matula reafirma o papel do cinema como ferramenta de registro e salvaguarda do patrimônio cultural, indo além da simples representação gastronômica.
Festival investiga histórias por trás da comida
Desde sua criação, em 2021, o Matula Film Festival – Cinema e Comida se dedica a investigar as múltiplas camadas que envolvem a alimentação. A proposta não se limita à exibição de filmes, mas se expande para discussões sobre saberes populares, culturas de origem e dinâmicas sociais que moldam a vida nas cidades.
Essa abordagem transforma o festival em um espaço de reflexão sobre o papel da comida como elemento estruturante de identidades coletivas, além de reforçar o audiovisual como meio estratégico para documentar e valorizar essas histórias.
Com o MAXLAB abrindo a programação, o festival inicia seu percurso de 2026 já aprofundando o debate sobre território, criação e memória — temas que seguem como fio condutor até os dias de atividades presenciais em agosto.
Serviço
- MAXLAB – Mercados em Movimento
- 1 e 2 de julho de 2026
- 9h às 12h (3 horas por dia, total de 6 horas)
- Online, ao vivo
- Vagas limitadas
