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Festival reúne 25 filmes de oito países em exibições gratuitas

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A segunda edição do Festival Latino-Americano de Cinema Ambiental apresenta 25 obras entre documentários, ficções e animações para debater questões sociais, climáticas e culturais em sessões gratuitas.

A circulação de narrativas focadas na preservação e na resistência comunitária ganha espaço no litoral catarinense de 31 de outubro a 7 de novembro de 2026. Com exibições gratuitas em Florianópolis, o evento reúne produções originárias do Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Espanha, Polônia e Peru. A iniciativa integra exibições abertas ao público e ações formativas em escolas da rede pública municipal.

As obras abordam temas como mudanças climáticas, biodiversidade, proteção dos oceanos, Amazônia, Pantanal, justiça climática, feminismo, migração, violência urbana, infância, memória coletiva e saberes ancestrais.

Segundo o diretor geral do festival, Flavio Veloso, a proposta busca articular encontros entre realizadores, pesquisadores e a comunidade local. A intenção central é provocar reflexões sobre as transformações territoriais e as formas com que diferentes populações se relacionam com os recursos naturais e o meio ambiente.

Festival reúne 25 filmes de oito países em exibições gratuitas
Foto: Divulgação

Telas que refletem lutas urbanas e rurais

A abertura das exibições ocorre na segunda-feira, 2 de novembro, às 19h, no Bugio Centro, com a projeção de “Cheiro de Diesel”. O documentário brasileiro de 2025, assinado por Natasha Neri e Gizele Martins, analisa os impactos da militarização nas favelas cariocas durante grandes eventos esportivos. Após a sessão, a jornalista Amanda Miranda e a antropóloga Flavia Medeiros Santos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conduzem um debate com os presentes.

Na terça-feira, 3 de novembro, às 19h, o Cinema Gilberto Gerlach, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a obra “Originárias”, dirigida por Marcília Cavalcante. A produção acompanha lideranças indígenas do sul da Bahia em suas visões sobre ancestralidade e o bem viver. Na mesma noite, é exibido o curta colombiano “Tecendo uma Árvore”, de Álvaro Cardona, focado no trabalho coletivo de mulheres após momentos de conflito armado.

A questão do acesso à terra e dos conflitos de moradia ganha destaque na quarta-feira, 4 de novembro, às 19h, com a exibição de “Propriedade Privada — Proibido Passar”. O filme, dirigido por Wojciech Ganczarek e realizado entre Polônia e Argentina, investiga a especulação imobiliária e os dilemas vividos por moradores da Patagônia na busca por moradia digna.

Vozes ancestrais e saúde comunitária

A noite de quinta-feira, 5 de novembro, às 19h, no CIC, apresenta duas obras de temática humana e ambiental. O documentário “Tarará”, de Ernesto Fontan, resgata o acolhimento oferecido por Cuba a crianças afetadas pelo acidente de Chernobyl. Na sequência, o curta-metragem “Luz”, de Aner Etxebarria, retrata a trajetória de uma liderança do povo Wounaan na Colômbia em defesa da pacificação de seu território.

Sexta-feira, 6 de novembro, também às 19h no Cinema Gilberto Gerlach, a programação traz o documentário “Kopenawa, Sonhar a Terra Floresta”, codirigido por Tainá de Luccas e Marco Altberg. O filme coloca em evidência o pensamento do xamã e ativista Davi Kopenawa Yanomami frente às invasões garimpeiras e à crise climática global, contando com a presença de personalidades como Ailton Krenak e Gilberto Gil.

A mostra de filmes encerra a exibição de telas no sábado, 7 de novembro, às 18h30, no CIC, com “Através da Terra” (A través de la tierra), das diretoras argentinas Malena Bystrowicz e Loreley Unamuno. A narrativa retrata a migração de mulheres bolivianas para a Argentina e a preservação dos saberes tradicionais no espaço urbano, seguido de debate com as realizadoras e celebração cultural com cumbia no Bugio Trindade.

Festival reúne 25 filmes de oito países em exibições gratuitas
Foto: Divulgação

Capacitação prática e saberes da pesca tradicional

Além das exibições nas salas e em escolas públicas, o evento promove oficinas de formação no Museu da Imagem e do Som (MIS). No sábado, 31 de outubro, ocorre a oficina “Mulheres de Conteúdo”, ministrada por Sarah Laranjeiras. Já no sábado, 7 de novembro, Flavio Veloso comanda a Oficina Composição e Luz na Fotografia no período da manhã.

No mesmo sábado à tarde, às 15h, o MIS abriga o seminário “Mar de Histórias”, focado na interação entre pescadores artesanais e botos na Reserva Extrativista do Pirajubaé. A atividade inclui a exibição do documentário “Pesca com Botos”, dirigido por Rafael Devos e Caetano Sordi, seguido por um painel com pesquisadores da UFSC e pescadores locais sobre esse patrimônio cultural imaterial.

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