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‘Pele de Vidro’ leva ao cinema a tragédia do Paissandú

O arranha-céu modernista que virou símbolo de dor em SP chega ao cinema: ‘Pele de Vidro’ estreia em 19/03 e revive o incêndio de 2018.

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Em Pele de Vidro, a cineasta Denise Zmekhol transforma uma busca íntima em relato público: ela descobre que o edifício Wilton Paes de Almeida, obra mais conhecida de seu pai, estava ocupado por centenas de moradores sem-teto no centro de São Paulo.

Pele de Vidro e o edifício Wilton Paes de Almeida

Conhecido como “Pele de Vidro”, o prédio é uma criação do arquiteto Roger Zmekhol (1928–1976) e fica no Largo do Paissandú. O filme cruza memória, cidade e desigualdade, com uma abordagem poética sobre mudanças, perdas e reconstrução.

“Em 2017, depois de duas décadas como imigrante nos Estados Unidos, fico sabendo de uma controvérsia no Brasil sobre a obra mais famosa de meu pai. O Pele de Vidro, como é conhecido o edifício Wilton Paes de Almeida, é uma criação do arquiteto Roger Zmekhol (1928-1976). O espaço estava ocupado por algumas centenas de moradores sem-teto. A notícia reabre portas há muito tempo fechadas para um pai que perdi muito cedo”, relembra Denise Zmekhol.

Determinada a se reconectar com o pai, Denise retorna ao Brasil e tenta entrar na torre de vidro, descrita por ela como um projeto pioneiro em sua época. No caminho, a aproximação com a história do edifício abre espaço para as histórias das famílias que viviam ali, dando ao documentário uma dimensão humana que vai além da arquitetura.

Inicialmente impedida de acessar o prédio, ela espera uma nova chance — até ser surpreendida, em 1º de maio de 2018, pela notícia de que o edifício estava em chamas. O incêndio, que marcou a cidade, vira ponto de virada do filme: no mês seguinte, a diretora conhece dezenas de sobreviventes e entende a complexidade do que estava em jogo, entre refúgio, pertencimento e luto.

Estreia, prêmios e coprodução

Com 90 minutos, “Pele de Vidro” chega aos cinemas brasileiros em 19 de março de 2026, com distribuição da Autoral Filmes. A produção é uma coprodução Brasil/EUA e soma mais de 60 festivais e 13 prêmios, incluindo melhor longa documental em festivais de arquitetura na França, Itália, Espanha e Suécia, além do prêmio do público no Mill Valley Film Festival (EUA) e menção honrosa no Ischia Film Festival (Itália).

O filme é uma coprodução de Denise Zmekhol Produções, ZDFILMS e iTVS em associação com Latino Public Broadcasting e Independent Lens para PBS, com apoio da Corporation for Public Broadcasting (CPB). Denise também assina “Crianças da Amazônia” e “Digital Journey”, e aqui amplia seu olhar para o Brasil a partir de um símbolo urbano.

Serviço

“Pele de Vidro”, de Denise Zmekhol

Documentário | 90 minutos | Verifique a classificação indicativa

Estreia comercial: dia 19 de março de 2026

Instagram: https://www.instagram.com/autoral_filmes/ | https://www.instagram.com/peledevidrofilme/

Foto: Plinio Hokama Angeli

‘Pele de Vidro’ leva ao cinema a tragédia do Paissandú
Foto: Divulgação
‘Pele de Vidro’ leva ao cinema a tragédia do Paissandú
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