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Yellow Cake abre 15 anos de Olhar de Cinema em Curitiba

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Uma tela de 400 polegadas na Ópera de Arame e 70 filmes pelo centro de Curitiba: o Olhar de Cinema anuncia sua 15ª edição com estreias nacionais e mundiais.

O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba divulgou a programação completa de sua 15ª edição, que ocorre de 4 a 13 de junho de 2026. São mais de 70 filmes entre curtas e longas-metragens exibidos no MON – Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), na Ópera de Arame, no Cine Passeio, na Cinemateca e no Teatro da Vila.

“Esta edição marca o amadurecimento e a concretização do Olhar de Cinema como um dos principais eventos voltados ao segmento do Brasil e com um crescimento de público constante. São 15 anos de programações pensadas por meio de um olhar aguçado e que busca fugir do comum, com títulos vindos de todo o mundo”, afirma Gabriel Borges, co-diretor artístico do festival. “O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, completa Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do evento.

Abertura na Ópera de Arame

O longa-metragem escolhido para abrir a edição 2026 é “Yellow Cake”, dirigido por Tiago Melo. O filme retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais.

A produção é estrelada por Rejane Faria, conhecida do filme “Marte Um”, e Tânia Maria, de “O Agente Secreto”. A exibição ocorre na Ópera de Arame em uma tela especial de mais de 400 polegadas, montada exclusivamente para a sessão, com capacidade para cerca de 1.500 pessoas — marcando a estreia nacional do título.

Mostras Competitivas

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas — Internacional e Brasileira — concorrem por prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro e Atuação, entre outros, conferidos pelo júri oficial e pelo voto do público.

Competitiva Brasileira — Longas

Oito longas-metragens integram a Competitiva Brasileira neste ano:

Competitiva Brasileira — Curtas

Competitiva Internacional — Longas

Competitiva Internacional — Curtas

Novos Olhares

A Mostra Novos Olhares reúne produções que flertam com o risco, a invenção e a radicalidade da linguagem cinematográfica. Entre os destaques estão “A Paixão Segundo GHB” (Dir. Gustavo Vinagre, Vinicius Couto | Brasil | 82′), uma odisseia de realismo mágico em um quarto gay que dialoga com a literatura brasileira; e “O Mez da Gripe” (Dir. William Biagioli | Brasil | 85′), que acompanha um professor universitário de Curitiba investigando a gripe espanhola — enquanto o passado vai tomando conta do presente de maneira perturbadora.

Completam a mostra: “Como Todo Mortal” (Dir. Maria Molina Peiro | Países Baixos, Espanha | 93′), “Gato na Cabeça” (Dir. Laila Pakalnina | Letônia | 85′), “Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman” (Dir. Walking Backwards Collective | Bélgica, RD do Congo, França | 64′), “Passado Futuro Contínuo” (Dir. Firouzeh Khosrovani, Morteza Ahmadvand | Irã, Noruega, Itália | 76′) e “Segunda Pele” (Dir. Dea Ferraz | Brasil | 60′).

Mirada Paranaense Sanepar

O olhar sobre a produção audiovisual do Paraná ganha destaque na Mirada Paranaense Sanepar. O longa desta edição é “A Holandesinha” (Dir. João Gabriel Kowalski, Luisa Godoi | 90′), documentário sobre Luiza Godoi Acosta, jovem com Síndrome de Down que realiza seu primeiro curta-metragem — um retrato da inclusão e da perseverança no cinema produzido no interior paranaense.

Os curtas da mostra incluem “Enluarada”, “Estrelas Terrestres”, “Imunidade”, “Las Vegas, Cuba”, “O Caçador”, “Reza para Baobabs”, “Tornar-se Ciborgue no Interior” e “Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá – Os Quatro Guerreiros e o Jatei”, do Coletivo Ava Guarani de Cinema.

Exibições Especiais

As Exibições Especiais reúnem estreias brasileiras de grandes nomes do cinema mundial e obras nacionais incontornáveis da temporada. Entre os destaques estão “Flora & Airto: O Som Revolucionário” (Dir. Jom Tob Azulay), documentário sobre o casal Flora Purim e Airto Moreira, pioneiros da jazz-fusion; “Anistia 79” (Dir. Anita Leandro), que reacende o debate sobre impunidade da ditadura a partir de imagens filmadas em Roma em 1979; e “Barbara Para Sempre” (Dir. Brydie O’Connor), sobre o legado da cineasta lésbica Barbara Hammer.

A mostra ainda exibe “Futuro Futuro” (Dir. Davi Pretto), “Histórias de um Bom Vale” (Dir. José Luis Guerin | Espanha, França) e “Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” (Dir. Sérgio Santos Barroso), que revisita a trajetória da veterana cineasta lésbica Rita Moreira entre a Nova York dos anos 1970 e o Brasil contemporâneo.

Olhares Clássicos Cine Passeio

Um dos momentos mais aguardados da programação é a sessão de “Veludo Azul” (Dir. David Lynch | EUA | 1986), exibido 40 anos após seu lançamento no ano em que o cineasta completaria 80 anos de idade — Lynch faleceu em 2025. A mostra clássica também inclui “As Harmonias de Werckmeister” (Dir. Béla Tarr | Hungria | 2000), “Corações Desertos” (Dir. Donna Deitch | EUA | 1986) e a animação de silhuetas “As Aventuras do Príncipe Achmed” (Dir. Lotte Reiniger | Alemanha | 1926), com exatos 100 anos de existência.

Completam a seleção clássica “High School” (Dir. Frederick Wiseman | EUA | 1968), “Hollywood Studios” (Dir. Arthur Rogge | Brasil | 1930), “Aqui e em Qualquer Lugar” (Dir. Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville | França | 1976), “Eles Não Existem” (Dir. Mustafa Abu Ali | Palestina | 1974), “Vento Norte” (Dir. Salomão Scliar | Brasil | 1951) e “Beirute Fantasma” (Dir. Ghassan Salhab | Líbano, França | 1998).

Pequenos Olhares

A mostra voltada ao público infantil traz como longa “Papaya” (Dir. Priscilla Kellen | Brasil | 74′), em que uma pequena semente de mamão descobre o poder de suas raízes numa jornada surpreendente. Entre os curtas estão “A Menina que Queria ser Pedra”, “Aterro Zeitgeist”, “Canção de Peixes e Pássaros”, “Ecos do Amanhã”, “Kika Não Foi Convidada”, “Nosso Tempero”, “O Jardim Mágico” e “Theo” — este último ambientado em 1986, sobre uma criança que desafia os padrões de gênero para jogar futebol com os meninos.

Encerramento com estreia mundial

O filme escolhido para fechar a 15ª edição é “Salvação” (“Kurtulos” | Dir. Emin Alper | Turquia, França, Países Baixos, Grécia, Suécia | 120′), com sua estreia mundial no festival. A história se passa em uma aldeia remota nas montanhas turcas: o retorno de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras, e Mesut — irmão do líder local — começa a ter visões que interpreta como avisos divinos. Entre convicções religiosas, lutas pelo poder e tensões crescentes, o filme questiona: tragédia ou salvação?

MECI — Mercado do Cinema Independente

Em sua segunda edição, o MECI – Mercado do Cinema Independente ocorre de 9 a 11 de junho no MON – Museu Oscar Niemeyer. O evento foi a primeira iniciativa no Brasil a oferecer um encontro de mercado audiovisual focado exclusivamente em longas-metragens independentes, reunindo realizadores, distribuidores, exibidores, plataformas de streaming e profissionais do setor. O MECI tem patrocínio master da Sanepar e patrocínio do Fomento Paraná. Mais informações em www.meci.com.br ou pelo perfil @meci.brasil no Instagram.

Ingressos e acesso

Os ingressos estarão à venda a partir do dia 12 de maio, com valores entre R$ 8 (meia-entrada) e R$ 16 (inteira), disponíveis pelo site www.olhardecinema.com.br. O festival também oferece sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e em algumas sessões no MON.


Serviço


Yellow Cake abre 15 anos de Olhar de Cinema em Curitiba
Foto: Divulgação
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