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Zeca Pagodinho vira filme e Mosquito é o escolhido

Zeca Pagodinho vira filme e Mosquito é o escolhido

Filmagens da cinebiografia de Zeca Pagodinho começaram no Rio com o músico Mosquito no papel principal e direção de Silvio Guindane, de “Mussum, O Filmis”.

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Na última segunda-feira (04), o Rio de Janeiro voltou a ser palco de uma história que já nasceu grande. As câmeras começaram a rodar “Deixa a Vida Me Levar”, a cinebiografia de Zeca Pagodinho, com o músico Mosquito no papel do cantor e compositor que se tornou um dos maiores ícones da cultura brasileira. A direção é de Silvio Guindane, nome que o país conheceu melhor quando “Mussum, O Filmis” varreu o Festival de Gramado de 2023 com sete Kikitos, incluindo Melhor Filme.

O título carrega peso simbólico. “Deixa a vida me levar…” são versos de Eri do Cais e Serginho Meriti que Zeca transformou em filosofia de vida — e agora dão nome ao longa que promete levar essa filosofia para as telas de cinema.

Serrinha e Rio Comprido: o samba como cenário de origem

As primeiras cenas foram gravadas no Hélênico, no Rio Comprido, e na Serrinha, territórios com história viva dentro do universo do samba carioca. A escolha desses locais não é decorativa — é estrutural. É nesses espaços que a narrativa começa a tomar forma, contando a trajetória do menino Jessé Gomes da Silva Filho, que cresceu nos subúrbios do Rio e um dia ganhou o nome que o Brasil aprendeu a amar: Zeca Pagodinho.

O roteiro, assinado por Roberto Faustino, é baseado no livro “Zeca: Deixa o Samba Me Levar”, de Jane Barbosa e Leonardo Bruno. A pesquisa que embasou a obra reuniu relatos de pessoas próximas ao artista, trazendo à tona episódios inéditos da infância, da adolescência e dos primeiros anos de carreira — histórias que nem os fãs mais dedicados conhecem.

Mosquito: um sambista para interpretar outro

Criado na Ilha do Governador, Mosquito não precisou ir longe para encontrar referências. Admirador declarado de Zeca Pagodinho desde jovem, construiu sua trajetória dentro do samba e foi reconhecido por nomes centrais do gênero: Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Xande de Pilares e Jorge Aragão estão entre quem apontou nele um talento genuíno. No álbum de estreia “Ô Sorte”, chegou a dividir música com o próprio Zeca — um encontro que, à luz do filme, ganha nova dimensão.

A escolha de um artista com essa bagagem reforça a proposta do longa: não construir uma imitação, mas uma interpretação com vivência real e conexão musical verdadeira.

Arlindinho como Arlindo Cruz

Arlindinho, filho e continuidade artística de Arlindo Cruz, também está confirmado no elenco — e interpreta exatamente o pai. A parceria entre Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz é um dos pilares da narrativa, e ter o filho no papel reforça a autenticidade que o projeto persegue desde o início.

Uma equipe com histórico no cinema de celebração

Além de Guindane na direção, o longa conta com coprodução de Marco Altberg, fundador e CEO da Indiana Produções, e Roberto Faustino também atua como coprodutor. O projeto tem patrocínio de Ambev e Naturgy, distribuição da Paris Filmes e coprodução de Claro, Riofilme e FSA/Ancine.

Com uma estrutura robusta e uma equipe que já demonstrou capacidade de transformar biografias em eventos cinematográficos, “Deixa a Vida Me Levar” chega com expectativa alta — e com o samba para guiar cada cena.


Serviço


Zeca Pagodinho vira filme e Mosquito é o escolhido
Foto: Victor Pollak
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