Dino D’Santiago abre as comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa em 5 de maio; grande festival ocupa a Estação da Luz e o bairro no dia 9.
O Museu da Língua Portuguesa chega aos 20 anos com um presente para a cidade: um festival inteiramente gratuito que transborda o edifício histórico da Estação da Luz e ocupa parques, ruas e o imaginário de quem passa pelo centro de São Paulo. A celebração gira em torno do Dia Mundial da Língua Portuguesa, data criada pela UNESCO em 2019 — tornando o português o primeiro idioma do mundo a ter uma data oficial reconhecida pela organização da ONU.
A programação, com curadoria da escritora Bruna Beber, tem como fio condutor a palavra poética em suas múltiplas expressões. “Um festival aberto para a rua, totalmente gratuito, para celebrar não apenas o idioma que nos conecta, nos emociona e nos faz sonhar, mas também os 20 anos do Museu da Língua Portuguesa, pioneiro no tratamento do nosso maior patrimônio imaterial”, define o diretor técnico da instituição, Felipe Arruda.
Show de abertura com Dino D’Santiago
As comemorações têm início em 5 de maio, a data oficial, com um show do músico e escritor luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago, às 19h30, no Auditório do Museu. Reconhecido como uma das vozes mais influentes da música lusófona, Dino une música, identidade e ativismo social. No Brasil, acaba de lançar o álbum Criolo, Amaro & Dino, projeto conjunto com os músicos Criolo e Amaro Freitas. Os ingressos são gratuitos e podem ser emitidos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2026-show-de-abertura-dino-d-santiago/3391269
Grande festa no dia 9 de maio
Quatro dias depois, no sábado, 9 de maio, o festival ganha escala de rua. O Pátio B do Museu recebe um palco especial: a Bateria da Gaviões da Fiel — escola de samba vizinha do Museu, no Bom Retiro — abre os shows às 13h, e às 17h é a vez de Letrux e Thiago Vivas apresentarem o espetáculo Alfabeto Sonoro Lusófono. Ambas as atrações são de acesso livre, sem necessidade de ingressos.
O ponto culminante do dia será a leitura de trechos de Grande Sertão: Veredas — que completa 70 anos de publicação em 2026 — pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa e pelas brasileiras Leda Maria Martins e Bruna Beber. A leitura acontece na Praça da Língua, às 19h, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes.
Parque, sarau e caminhada poética
O Parque Jardim da Luz, em frente ao Museu, recebe boa parte da programação literária ao longo do dia. Às 10h, Celsim, Maria Manoella, Diogo Cardoso e Fabrício Corsaletti leem Diana Caçadora ou Tango Fantasma, de Márcia Denser (1949-2024). Um telão exibe, em duas sessões (12h e 17h), curtas-metragens sobre poetas brasileiros — com destaque para Poeta do Castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade, sobre Manuel Bandeira. Às 15h30, Nina Rizzi, Lubi Prates, Ana Rüsche e Bernardo Ceccantini leem poemas de Gilka Machado.
Uma Caminhada Poética liderada pelos editores e poetas Tarso de Melo e Reynaldo Damazio parte da Livraria Simples (Rua Rocha, 259, Bela Vista) em direção ao Museu, explorando a relação entre os haikais de Matsuo Bashô (1644-1694) — o mais famoso haicaísta japonês — e a paisagem urbana de São Paulo. Inscrições em: https://www.sympla.com.br/evento/trilhas-escritas-oficina-andarilha-de-haikai-em-sao-paulo/3388073
Dentro do Museu: oralidade, memória e homenagens
No Auditório, a partir das 14h, Esmeralda Ribeiro, Alessandra Leão e Eva Potiguara conversam sobre oralidade e memória, com mediação de Eveline Sin. Às 11h, a Rua da Língua — o grande telão que atravessa a exposição principal do Museu — serve de cenário para uma homenagem à poeta Orides Fontela (1940-1998), com trechos de sua obra lidos por Marília Garcia, Rodrigo Lobo Damasceno, Natália Agra, Amara Moira e Stephanie Borges.
Enquanto isso, a rua em frente à Estação da Luz recebe a Feira do Bom Retiro, a popular Feira Coreana e Nações, tradicional ponto de encontro do bairro. Boa parte das atividades conta com interpretação em Libras. A secretária da Cultura do Estado de São Paulo, Marilia Marton, resume o espírito da data: “Mais do que uma ferramenta de comunicação, a língua portuguesa é um bem cultural coletivo do povo brasileiro e dos países de língua portuguesa.”
Serviço
- Show de abertura — Dino D’Santiago: 5 de maio (terça), às 19h30 | Auditório do Museu da Língua Portuguesa | Entrada gratuita | Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2026-show-de-abertura-dino-d-santiago/3391269
- Festival Dia Mundial da Língua Portuguesa: 9 de maio (sábado) | Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, Parque Jardim da Luz e rua | Entrada gratuita (oferecimento Petrobras)
- Programação completa: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa-2026/
- Visitas ao Museu (fora do festival): Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo | Terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h) | R$ 25 (inteira) | R$ 12,50 (meia) | Grátis: crianças até 7 anos, terças-feiras, domingos e sábado 9/5
- Venda de ingressos para visitas: bilheteria ou https://bileto.sympla.com.br/event/90834/d/299723
- Atenção: O ingresso para visitação ao Museu não dá acesso aos shows e atividades com ingressos específicos
