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32 artistas interpretam o tempo em exposição inspirada por Leminski

Museu Histórico da Cidade recebe mostra coletiva que transforma versos do poeta paranaense em reflexões visuais sobre memória, corpo e permanência.

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A partir de 1º de março, o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, na Gávea, abre suas portas para Espaçotempo, exposição coletiva que reúne 32 artistas contemporâneos em torno de uma pergunta: como experimentamos o tempo? Inspirada no poema O mínimo do máximo, de Paulo Leminski (1944–1989), a mostra com curadoria de Isabel Sanson Portella permanece em cartaz até 3 de maio de 2026.

Nomes como Anna Bella Geiger, Panmela Castro, Raul Mourão e Yoko Nishio apresentam trabalhos que atravessam pintura, escultura, fotografia, vídeo, bordado, serigrafia e ações interativas. O conjunto articula gestos, processos e camadas que dialogam com permanência e transformação.

Entre memória e imaginação

A proposta afasta-se da leitura linear do tempo. Em vez de cronologia, a curadoria privilegia experiências subjetivas, memórias íntimas e atravessamentos pessoais. O poema de Leminski funciona como disparador sensível, abrindo ressonâncias entre palavra e imagem.

Espaçotempo nasce do desejo de pensar o tempo para além da cronologia. Interessa menos a sequência e mais a experiência, aquilo que permanece, retorna ou se transforma na relação entre memória, corpo e imaginação Isabel Sanson Portella, curadora

Participam da mostra Ana Carolina Videira, Ana Herter, Ana Zveibil, Anna Bella Geiger, Antonio Bokel, Aruane Garzedin, Ashley Hamilton, Breno Bulus, Cláudia Lyrio, Esther Bonder, Fernanda Sattamini, Flavia Fabbriziani, Giba Gomes, Gláucia Crispino, Heloísa Madragoa, Jaime Acioli, Liane Roditi, Manoel Novello, Manu Gomez, Maristela Ribeiro, Marlene Stamm, Michelle Rosset, Mônica Pougy, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrizia D’Angello, Pedro Carneiro, Raul Mourão, Renata Adler, Stella Mariz, Vicente de Melo e Aldonis Nino, Virgínia Di Lauro e Yoko Nishio. O grupo representa estados como Bahia, Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro e os Estados Unidos.

Diversidade de olhares

A amplitude de suportes — tear, gravura, objeto, desenho — revela a multiplicidade de procedimentos artísticos contemporâneos. Cada trabalho carrega histórias pessoais, afetos e modos singulares de estar no mundo, construindo um campo plural de pesquisas.

A exposição se constrói na diversidade de olhares e na compreensão de que cada experiência do tempo é única, atravessada por histórias pessoais, afetos e modos singulares de estar no mundo Isabel Sanson Portella

Ao reunir poéticas distintas, Espaçotempo propõe que o tempo seja percebido como matéria viva — algo que se dobra, se acumula e se reinventa no encontro entre obra, espaço e público.

Serviço

Exposição: Espaçotempo

Curadoria: Isabel Sanson Portella

Abertura: 1º de março de 2026, das 10h às 16h

Período: até 3 de maio de 2026

Local: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro

Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº – Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Espaço expositivo: 3º andar do Casarão de Exposições

Visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 16h

Foto: Divulgação

32 artistas interpretam o tempo em exposição inspirada por Leminski
Foto: Divulgação
32 artistas interpretam o tempo em exposição inspirada por Leminski
Foto: Divulgação
32 artistas interpretam o tempo em exposição inspirada por Leminski
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