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A arte que atravessa o RJ e chega a quem mais precisa

A arte que atravessa o RJ e chega a quem mais precisa

Gratuito e com biblioteca itinerante, “Pele que Conta, Alma que Canta” leva contação de histórias e inclusão à Região Serrana e à capital a partir de maio.

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Há projetos que não se contentam em ocupar um único palco. O “Pele que Conta, Alma que Canta” é um deles. Entre maio e junho, a iniciativa inicia uma nova fase de circulação gratuita por diferentes territórios do Rio de Janeiro, levando literatura, oralidade e arte a praças, bibliotecas e espaços comunitários — muitos deles distantes dos circuitos culturais convencionais.

À frente do projeto está a produtora e contadora de histórias Marlene dos Santos Macedo, que construiu uma proposta sensível e abrangente: figurinos, objetos cênicos, fantoches e música compõem o universo das apresentações, pensadas para dialogar com públicos de todas as idades. No repertório, ganham vida narrativas como “Akuan, o Peixinho Curioso” e “Potiara”, com a presença da própria autora, além de contos enraizados nas tradições africanas e nos saberes dos povos originários.

A biblioteca que viaja

Um dos elementos mais singulares desta etapa é a participação da Kombiteca Samburá de Histórias, biblioteca itinerante que transforma espaços públicos em pontos de leitura e experiência artística. A Kombiteca estará presente nas ações realizadas em Teresópolis e em São José do Vale do Rio Preto, dois municípios da Região Serrana que integram a rota do projeto nesta fase.

Mais do que distribuir livros, a biblioteca itinerante propõe mediação de leitura ativa — um encontro entre o texto e quem raramente tem acesso a ele. Em regiões onde equipamentos culturais ainda são escassos, essa presença tem peso concreto.

Inclusão como método

Ao longo de sua trajetória, o projeto tem chegado a crianças, jovens, idosos e comunidades em situação de vulnerabilidade social. A acessibilidade não é um detalhe: diversas ações contam com intérprete de Libras, garantindo que a experiência artística alcance também o público surdo.

A própria Marlene resume bem o espírito que guia o trabalho:

Mais do que uma ação cultural, ‘Pele que Conta, Alma que Canta’ reafirma a potência da arte como ferramenta de transformação, promovendo encontros, fortalecendo identidades e garantindo que a cultura chegue a todos — de forma sensível, acessível e profundamente humana.

Reconhecimento e parceiros

O projeto foi contemplado pelo edital “Literatura do Rio ao RJ”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, o que reforça seu lugar dentro das políticas públicas voltadas à formação de público leitor e ao acesso à arte. A iniciativa também conta com o apoio da Editora Alecrim e apoio institucional da Prefeitura Municipal de Teresópolis.


Serviço

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Foto: Divulgação
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