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A equipe do “Espelho” vai à frente das câmeras nos 20 anos

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No último episódio da temporada, Lázaro Ramos celebra duas décadas do Espelho homenageando quem faz o programa acontecer nos bastidores.

Pela primeira vez em 20 anos, a equipe técnica do “Espelho” sai das sombras e ocupa o lugar dos entrevistados. No episódio inédito que encerra a temporada “Espelho – 20 Anos Depois”, exibido pelo Canal Brasil nesta sexta-feira, dia 17 de abril, às 22h, Lázaro Ramos recebe os colegas que constroem o programa há anos.

A equipe que faz o Espelho acontecer

Sentados diante das câmeras, os profissionais revelaram histórias e afetos que raramente chegam ao espectador. Vilson Almeida (técnico de som), Anderson Quack (codiretor), André Pacheco (logger), J. Vitorino (operador de câmera), Bettine Silveira (figurinista), Renato de Paula (codiretor) e Cristina Ferreira (produtora) dividiram memórias que atravessam duas décadas de televisão brasileira.

O episódio também trouxe depoimentos de ex-integrantes da equipe: a produtora Tânia Rocha e o roteirista e diretor Elisio Lopes Jr., que ajudaram a construir a identidade do programa em suas fases iniciais.

O “Espelho” como escola de vida

Entre os depoimentos mais tocantes, o do logger André Pacheco sintetizou o que o programa representa para quem viveu o programa por dentro.

Eu costumo falar que o ‘Espelho’ foi a grande escola da vida. Foi ouvindo Zezé Motta que eu aprendi sobre preconceito, sobre racismo, sobre as dificuldades dela na vida. Foi ouvindo Criolo que eu aprendi sobre a dificuldade que o Brasil vivia politicamente. Ao ouvir esses grandes nomes que o programa me apresentou, fui aprendendo sobre a vida. O ‘Espelho’ foi a minha escola e a minha formação como pessoa. — André Pacheco, logger

A figurinista Bettine Silveira completou a reflexão do colega com uma definição precisa: “É um programa antropológico, filosófico e sociológico que aborda todas as camadas da humanidade”.

Formatos que marcaram a trajetória

O grupo revisitou momentos icônicos da história do programa. O codiretor Anderson Quack relembrou com entusiasmo uma das fases mais inventivas da atração.

Achei ótimo o Lazinho, com o carro, indo buscar os entrevistados e já gravando. O Seu Jorge, para mim, foi muito emblemático porque terminava no Largo das Neves, em Santa Teresa, onde ele fez o primeiro show do Farofa Carioca, e a TV acabou usando isso depois. O ‘Espelho’ foi pioneiro em muitas coisas nesse sentido, a gente estava preocupado em fazer algo novo para o espectador. — Anderson Quack, codiretor

Lázaro Ramos também riu ao recordar a temporada em que decidiu operar a câmera ele mesmo enquanto entrevistava os convidados — experiência que resultou em imagens fora de foco e enquadramentos improváveis.

Do Brasil para o mundo: os convidados internacionais

A equipe também relembrou a temporada de gravações remotas, que abriu espaço para nomes internacionais como a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e o ator norte-americano Terry Crews. Para o time, aquele período ampliou os horizontes do programa e provou sua relevância além das fronteiras brasileiras.

Um final emocionante

No encerramento do episódio, Lázaro Ramos apresenta os novos profissionais responsáveis por tornar possível que a equipe fosse entrevistada. Todos são convidados à frente das câmeras, e o programa termina com uma emocionante salva de palmas — um gesto simbólico de reconhecimento a todos que fazem o “Espelho” existir há 20 anos.


Serviço

A equipe do "Espelho" vai à frente das câmeras nos 20 anos
Foto: Ana Paula Amorim
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