A Jorge Garcia Companhia de Dança encerra a circulação de A Ilha com três apresentações gratuitas que transformam o espaço externo do Teatro Alfredo Mesquita em um ambiente de convivência e experimentação artística. Nos dias 12, 13 e 14 de junho, o público poderá acompanhar de perto uma criação que celebra os 20 anos da companhia e reforça sua relação com o espaço urbano.
Montada ao ar livre, em uma arena circular, a performance rompe a lógica tradicional de palco e plateia para propor um encontro direto entre artistas e espectadores. Cinco bailarinos e quatro músicos ocupam o espaço, criando uma experiência sensorial que combina movimento, música e presença coletiva.
Uma dança que nasce da cultura popular
O espetáculo parte do universo do Cavalo Marinho, manifestação tradicional da cultura popular pernambucana, como base estética e conceitual. A partir dessa referência, o diretor Jorge Garcia desenvolve uma linguagem própria que dialoga com o contemporâneo sem perder a força simbólica da tradição.
A pesquisa da companhia, consolidada ao longo de duas décadas, se manifesta na forma como o corpo ocupa o espaço público e se relaciona com quem assiste. Em A Ilha, essa investigação ganha novos contornos ao transformar a rua em território poético e compartilhado.
Música ao vivo conduz a experiência
A trilha sonora é executada ao vivo por músicos dirigidos por Eder “O” Rocha e Maurício Badé, integrantes da Banda Mestre Ambrósio. A presença dos músicos em cena amplia a potência da performance e estabelece um diálogo direto com a movimentação dos bailarinos.
Essa construção sonora não apenas acompanha a dança, mas conduz a experiência, criando diferentes camadas de intensidade e aproximando ainda mais o público da ação cênica.
Espaço urbano como lugar de encontro
A cenografia, assinada por Leo Ceolin, organiza o espaço em formato circular, com bancos ao redor da área de apresentação. A proposta reforça a ideia de praça, incentivando o público a permanecer, observar e participar da experiência de forma mais livre.
Os figurinos criados por Carol Sudati dialogam diretamente com as figuras do Cavalo Marinho, incorporando cores, máscaras e sobreposições que ampliam o imaginário visual da obra. Já a iluminação de Rossana Boccia contribui para acentuar o clima festivo e a atmosfera sensorial da montagem.
Trajetória e reconhecimento
Contemplado pela 38ª edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, o projeto reafirma o percurso da Jorge Garcia Companhia de Dança. Ao longo de sua história, o grupo se destacou pela investigação contínua das relações entre corpo, espaço e público.
Com A Ilha, a companhia encerra mais um ciclo de circulação mantendo sua proposta de aproximar a dança do cotidiano urbano e de ampliar as possibilidades de fruição artística em espaços abertos.
Serviço
- A Ilha – Jorge Garcia Companhia de Dança
- Datas: 12, 13 e 14 de junho
- Horários: sexta, às 19h | sábado, às 15h | domingo, às 18h
- Local: Teatro Alfredo Mesquita – área externa/estacionamento
- Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana – São Paulo/SP
- Duração: 60 minutos
- Classificação: Livre
- Entrada gratuita



