A Mooca se transforma em palco aberto nos dias 6 e 7 de junho com a chegada de “A Ilha”, espetáculo da Jorge Garcia Companhia de Dança que propõe um encontro direto entre arte e cidade. Com entrada gratuita, a montagem ocupa a área externa do Teatro Arthur Azevedo e convida o público a participar de uma experiência coletiva que vai além da contemplação.
Criado pelo bailarino e coreógrafo Jorge Garcia, o trabalho marca os 20 anos da companhia e aposta na ocupação urbana como linguagem. Em vez de um palco tradicional, a cena se constrói em uma arena circular a céu aberto, onde cinco bailarinos e quatro músicos dividem o espaço com o público, diluindo fronteiras e estimulando a convivência.
Uma praça reinventada pela dança
A proposta de “A Ilha” parte da transformação do espaço cotidiano em território simbólico. A praça deixa de ser apenas passagem e se torna ponto de permanência, onde corpos, sons e olhares se cruzam em tempo real.
A cenografia assinada por Leo Ceolin reforça essa ideia ao recriar o ambiente de convivência típico de espaços públicos. Já os figurinos de Carol Sudati dialogam com referências visuais do Cavalo Marinho, criando uma identidade que mistura tradição e contemporaneidade. A iluminação de Rosana Boccia contribui para destacar a atmosfera do encontro, mesmo em um ambiente aberto.
Influência do Cavalo Marinho
Inspirado no Cavalo Marinho, manifestação da cultura popular pernambucana, o espetáculo incorpora elementos dessa tradição em uma linguagem contemporânea. A influência aparece tanto no movimento quanto na musicalidade, criando uma ponte entre diferentes universos culturais.
A trilha sonora é executada ao vivo e tem direção de Eder “O” Rocha e Maurício Badé, integrantes da Banda Mestre Ambrósio. A presença dos músicos em cena reforça o caráter coletivo da obra e amplia a sensação de imersão, aproximando o público da experiência artística.
Pesquisa e ocupação urbana
“A Ilha” integra uma pesquisa contínua da companhia sobre intervenções urbanas. A proposta investiga novas formas de relação entre corpo, cidade e público, explorando possibilidades que surgem fora dos espaços convencionais de apresentação.
O projeto foi contemplado pela 38ª edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Esse apoio viabiliza a circulação do espetáculo e fortalece a presença da dança contemporânea em espaços públicos.
Circulação segue pela Zona Norte
Após as apresentações na Mooca, a montagem segue para o estacionamento do Teatro Alfredo Mesquita, na Zona Norte da capital paulista. As sessões acontecem entre os dias 12 e 14 de junho, ampliando o alcance do projeto e reforçando a proposta de ocupar diferentes territórios da cidade.
Em todos os locais, a lógica permanece a mesma: aproximar artistas e público em um espaço compartilhado, onde a experiência artística se constrói coletivamente.
Serviço
- A Ilha – Jorge Garcia Companhia de Dança
- Dias: 6 e 7 de junho – Sábado, às 19h, Domingo, às 15h e 17h
- Local: Teatro Arthur Azevedo – Estacionamento
- Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo/SP
- Dias: 12, 13 e 14 de junho – Sexta, às 19h, Sábado, às 15h, Domingo, às 18h
- Local: Teatro Alfredo Mesquita – Estacionamento
- Endereço: Av. Santos Dummont, 1770 – Santana, São Paulo/SP
- Livre / Duração: 60 min
- Grátis


