Novo acervo do Instituto Tambor reúne tradições afro, indígenas e africanas e abre ao público com mestres da percussão em São Paulo
O acervo de tambores do Instituto Tambor abre ao público no dia 25 de abril, às 16h30, propondo uma experiência que vai além da exposição de instrumentos. O espaço reúne peças afro-brasileiras, africanas e indígenas e convida o visitante a mergulhar nas histórias, técnicas e significados que atravessam gerações.
Logo na inauguração, o público poderá ouvir e aprender com mestres reconhecidos da percussão. Entre os convidados estão Vitor da Trindade, Renato Ihu, Leo Acevedo, André Piruka, Carlos Caçapava, Salloma Sallomão, Moustapha Dieng, Maysa Mbaye e Bangaly Konate, que compartilham suas experiências e saberes ligados à construção e ao uso dos tambores.
Um acervo vivo de memória
Diferente de coleções tradicionais, o acervo de tambores nasce com a proposta de ser um espaço vivo. Cada instrumento carrega não apenas um som, mas também narrativas ancestrais, técnicas artesanais e contextos culturais profundos.
Além disso, o projeto reforça o papel do Instituto Tambor na preservação e difusão da cultura percussiva. Há mais de uma década, a instituição atua na formação, pesquisa e valorização dos saberes ligados ao tambor, ampliando o acesso a práticas historicamente marginalizadas.
“Este acervo nasce para aproximar as pessoas da história viva dos tambores. Mais do que expor instrumentos, queremos que o público reconheça neles caminhos de ancestralidade, identidade e pertencimento, ampliando o acesso a saberes que, por muito tempo, não estiveram ao alcance de todos.”
Trajetória e referência cultural
Fundado em 2008 por Luiz Poeira, o Instituto Tambor se consolidou como referência na construção artesanal de instrumentos e na educação musical voltada à ancestralidade. Com mais de 28 anos de experiência, Poeira iniciou sua trajetória de forma autodidata, impulsionado pela capoeira.
A partir de 2004, aprofundou seus conhecimentos ao lado do mentor Rômulo Nardes, no Atelier Ilú-Mina. Desde então, desenvolve uma produção marcada pelo cuidado com os materiais e pelo respeito ao tempo de fabricação, resultando em peças únicas.
Instalado na Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo, o Instituto mantém uma abordagem artesanal rigorosa. Cada tambor é construído individualmente, preservando características culturais e sonoras específicas.
Formação e continuidade cultural
Além do novo acervo de tambores, o Instituto Tambor oferece cursos presenciais e online de percussão afro-brasileira, incluindo formação em djembê. A iniciativa fortalece a missão de formar músicos e educadores, garantindo a continuidade dessas tradições.
Dessa forma, o espaço se torna não apenas um ponto de visitação, mas também um centro de aprendizado e transformação social. A proposta conecta passado e presente por meio da música, valorizando o tambor como instrumento de expressão, resistência e identidade.
https://www.youtube.com/playlist?list=PL0bC1X8i1uLZpdmR5zOMWN_m70FSGcuCq
Serviço
- Lançamento do Acervo de Tambores – Instituto Tambor
- Data: 25 de abril
- Horário: 16h30
- Local: Av. General Francisco Morazan, 181 – Vila Sônia – São Paulo (SP)
- Visitação: mediante agendamento pelo telefone (11) 9308 38482

