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Amaro Freitas leva jazz premiado a Salvador

Premiado internacionalmente, Amaro Freitas é destaque do Festival Salvador Jazz, que reúne grandes nomes da música negra para 15 mil pessoas.

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O pianista pernambucano Amaro Freitas, recém-consagrado com o prêmio internacional Paul Acket 2026, será o grande nome da 7ª edição do Festival Salvador Jazz. O artista sobe ao palco no dia 30 de maio, no Largo da Mariquita, em Salvador, em uma apresentação que promete conectar jazz contemporâneo e ancestralidade afro-brasileira.

Reconhecido por transformar o piano em linguagem de resistência e memória, Amaro apresenta o repertório de Y’Y, álbum eleito “Melhor do Ano de 2024” pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). A obra é marcada por grooves intensos e referências diretas à diáspora africana, criando uma experiência sonora que ultrapassa fronteiras culturais.

Um jazz que atravessa territórios

No palco, Amaro Freitas se apresenta ao lado de Sidiel Vieira, no contrabaixo acústico, e Rodrigo Digão Braz, na bateria. O trio constrói uma narrativa musical que mistura jazz moderno, soul e música negra contemporânea, mantendo o improviso como eixo central da performance.

Além disso, o show amplia o universo de Y’Y, explorando texturas rítmicas e camadas melódicas que dialogam com tradições afro-brasileiras. O resultado é uma apresentação imersiva, pensada para envolver o público em uma experiência sensorial coletiva.

Não por acaso, Amaro é apontado como uma das grandes revelações do jazz internacional. Sua trajetória recente inclui apresentações em festivais de prestígio como Cork Jazz, na Irlanda do Norte, Montreux Jazz Festival, na Suíça, Pisa Jazz, na Itália, e o icônico Newport Jazz Festival, nos Estados Unidos.

Line-up reforça diversidade sonora

O Festival Salvador Jazz chega à sua sétima edição consolidado como um dos principais espaços dedicados ao jazz e às sonoridades afro-brasileiras no país. Em 2026, o evento projeta um público de mais de 15 mil pessoas, reunindo diferentes gerações e estilos da música negra.

Entre as atrações já confirmadas, nomes como Sandra Sá, A Cor do Som, Vanessa Moreno, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem ampliam o alcance do festival. A programação também inclui master sessions e encontros musicais que valorizam a troca entre artistas e público.

Essa diversidade reforça o papel do evento como plataforma de circulação cultural e afirmação identitária. Ao mesmo tempo, evidencia o diálogo entre tradição e contemporaneidade que marca a música brasileira atual.

Um palco para a música negra

Realizado no bairro do Rio Vermelho, um dos polos culturais mais vibrantes de Salvador, o festival transforma o Largo da Mariquita em um grande palco aberto. A escolha do espaço fortalece a proposta de democratização do acesso à cultura, já que todas as apresentações são gratuitas.

O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A produção é assinada pela Maré Produções Culturais, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Ao reunir nomes consagrados e novos talentos, o Festival Salvador Jazz reafirma seu compromisso com a valorização da música negra e com a formação de público. Nesse cenário, a presença de Amaro Freitas simboliza não apenas reconhecimento internacional, mas também a força criativa do Brasil no circuito global do jazz.


Serviço

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Foto: Divulgação
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