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Arte impulsiona volta às aulas na Cidade de Deus e Caju

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Com o fim do recesso, a volta às aulas ganha novo sentido para jovens da rede pública: a arte entra como ponte entre educação, pertencimento e futuro.

Teatro, música e dança passam a integrar a rotina de estudantes da Cidade de Deus e do Caju com a retomada das atividades do projeto Favela Mundo. As oficinas gratuitas acontecem no CIEP Henfil e na Escola Municipal Joaquim Fontes, atendendo crianças e adolescentes de 7 a 18 anos no contraturno escolar.

A proposta é direta: ocupar o tempo fora da sala de aula com experiências culturais que ampliem repertórios e criem vínculos com o ambiente escolar. Entre as modalidades oferecidas estão teatro, violão, musicalização infantil, dança de rua, jazz e danças brasileiras.

Unir a educação formal ao poder transformador da arte garante que esses jovens enxerguem um futuro cheio de possibilidades.

A fala é de Marcello Andriotti, fundador da ONG, ao destacar o papel das atividades no fortalecimento da permanência escolar. Segundo ele, o retorno às aulas é um momento estratégico para estimular engajamento, acolhimento e cultura de paz dentro das escolas.

Quando o contraturno vira território de pertencimento

O projeto transforma o contraturno em espaço ativo de formação. Mais do que aprender técnicas artísticas, os alunos encontram um ambiente que valoriza expressão, convivência e identidade cultural.

A iniciativa também atua em áreas marcadas por vulnerabilidade social, onde o acesso à cultura ainda é limitado. Ao inserir atividades regulares e gratuitas, o programa amplia horizontes e cria novas perspectivas de futuro.

De 2010 até hoje: um histórico de impacto contínuo

Criado em 2010, o Favela Mundo já alcançou mais de 13 mil crianças e jovens no Rio de Janeiro. O trabalho consistente levou a ONG a ser reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como modelo de inclusão social nas grandes cidades — um título inédito para uma instituição brasileira.

Todas as atividades seguem gratuitas, viabilizadas por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS), com apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Rio Brasil Terminal, Hotéis Courtyard e Residence Inn by Marriott, SmartFit, Operadora Pallas, Diverticidade, Hotel Fairmont e Jataí.

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