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Baile do Mestre Cupijó recria a força do Siriá e da música paraense

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Uma jornada sensorial pelas matrizes do Siriá e pelas conexões afro-caribenhas celebra a obra de um dos maiores ícones da música paraense com espetáculo, cinema e oficinas gratuitas.

A pulsação sonora do Baixo Tocantins toma conta dos palcos cariocas com a montagem do espetáculo que mergulha nas raízes do Mestre Cupijó. Pioneiro na difusão dos ritmos do Norte para além de suas fronteiras, o artista paraense tem sua trajetória revisitada em uma narrativa musical dividida em quatro atos, estruturada para revelar como a tradição do Siriá se mantém viva e em diálogo constante com a contemporaneidade.

O primeiro Siriá apresenta as raízes do ritmo e sua relação com o Samba de Cacete, com a participação de Mestra Iolanda do Pilão.

Os quatro atos da travessia sonora

A abertura do concerto explora as matrizes ancestrais em diálogo direto com a tradição do Samba de Cacete, contando com a presença no palco de Mestra Iolanda do Pilão. Na sequência, a apresentação descortina a fusão rítmica com o merengue, a lambada e o mambo, revelando as influências caribenhas marcantes nas composições da região.

A terceira parte do espetáculo evidencia as conexões de voz, tambor, memória e território a partir do banguê e das tradições afro-amazônicas. Para encerrar, a banda projeta o legado de Cupijó em diálogos contemporâneos, coroando uma produção cuja relevância foi consagrada como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará.

Imersão prática, acessibilidade e cinema

As atividades complementares ampliam o contato com o universo amazônico através de ações formativas e mostras audiovisuais na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. Entre as iniciativas práticas, o público conta com oficinas de percussão, dança e práticas de canto acessível conduzidas por Rafael Barros, Carla Costta e Mestra Iolanda do Pilão.

As telas da Unidade Passeio exibem produções dedicadas à salvaguarda dessa memória, reunindo obras cinematográficas dirigidas por Jorane Castro, Aíla e Roberta Carvalho que resgatam trajetórias de mestras e a história de Cupijó, de 3 a 6 de setembro de 2026.

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