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Baixada ganha destaque em mostra de arte têxtil no Rio

Baixada ganha destaque em mostra de arte têxtil no Rio

Artistas de Nova Iguaçu, São Gonçalo e do Rio de Janeiro ganham destaque na exposição “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”, que reúne 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru no Sesc Tijuca, com entrada gratuita até 14 de junho de 2026.

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Arte têxtil com força política

“Antes considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma a curadora Francela Carrera. “Por isso, quis reunir mulheres latino‑americanas que, em suas pesquisas artísticas, utilizam tecidos, fios, teares e bordados como meios de reflexão crítica também”, completa.

Artistas da Baixada, São Gonçalo e Tijuca

Mayara Velozo, do Morro do Salgueiro, na Tijuca, apresenta uma instalação feita de chita, em referência às fábricas de tecido que um dia marcaram a paisagem produtiva da região. A chita, comum em casas populares do Rio, se torna matéria‑símbolo de memória social, trabalho feminino e resistência cultural. A natural de São Gonçalo, iahra, exibe uma série de obras que investigam relações entre forma, matéria e espaço, com pesquisa baseada na observação do ambiente habitado e na potência do tecido como elemento estruturante de narrativas cotidianas.

Coletivos e núcleos curatoriais

“Uma Geografia Sensível” reúne criações de Ana Teresa Barboza, Angelica Serech, Claudia Lara e Mayara, construindo cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade e pertencimento. Em “Têxtil Expandido – Corpo, Imagem e Performance”, iahra e Rafa Bqueer atravessam performance e moda, explorando relação entre corpo, forma, matéria e identidade. Já “Retratos: presença e matéria” traz Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán investigando identidade e memória por meio de bordado e impressão com materiais naturais. O núcleo “Espiritual e Sagrado” reúne Cláu Epiphanio e Nádia Taquary em bordados que articulam ancestralidade afro‑brasileira, sagrado feminino e memórias do corpo.

Voices, saberes e lutas

“Em maior ou menor grau, todas as participantes mantêm vínculos com movimentos sociais e abordam, em seus trabalhos, diferentes pautas e debates contemporâneos. Além de uma exposição de arte, ‘Tecendo histórias’ é uma articulação de vozes, saberes e lutas”, diz Paulo Farias, diretor artístico do Instituto Artistas Latinas. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea e como fio condutor de novas narrativas”, completa.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea latino‑americana. Por meio de uma plataforma digital, reúne informações de centenas de artistas de diferentes países, estrutura um panorama da cena regional e impulsiona intercâmbios de pesquisa, cursos, consultorias para coleções e projetos de exposição, com impacto em 12 países por iniciativas presenciais e digitais.


Serviço

Baixada ganha destaque em mostra de arte têxtil no Rio
Foto: Divulgação / Instituto Artistas Latinas
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Foto: Divulgação / Instituto Artistas Latinas
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Foto: Divulgação / Instituto Artistas Latinas
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