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Bienal de São Paulo ganha novo recorte em Rio Preto

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A Bienal de São Paulo se reconfigura fora do pavilhão original e ativa novas leituras ao ocupar o Sesc Rio Preto com um recorte pensado para o espaço e seu público.

A Fundação Bienal de São Paulo e o Sesc São Paulo levam a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática para o Sesc São José do Rio Preto, onde a mostra fica em cartaz de 18 de agosto a 15 de novembro de 2026. Esta é a oitava vez que a cidade recebe o programa, consolidando uma parceria contínua.

Com curadoria de Thiago de Paula Souza, a seleção reúne trabalhos de Akinbode Akinbiyi, Andrew Roberts, Ernest Cole, Helena Uambembe, Vilanismo, Josèfa Ntjam, Ming Smith e Sharon Hayes. O recorte propõe um diálogo direto com o espaço do Sesc e com a dinâmica de circulação do público.

“A seleção de obras foi orientada pelas características da unidade do Sesc, pensando em trabalhos que dialoguem com o espaço sem alterar a dinâmica do público”, afirma Thiago de Paula Souza.

Quando a Bienal muda de território, muda também de sentido

Realizadas desde 2011, as itinerâncias funcionam como extensões da Bienal, deslocando obras e debates do Pavilhão Ciccillo Matarazzo para outros contextos. A proposta não é replicar a exposição original, mas reconfigurá-la a partir das especificidades locais.

Segundo Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, o retorno a Rio Preto reforça um vínculo construído ao longo do tempo. Para ela, levar a Bienal para além do Ibirapuera amplia o alcance da instituição e gera novos significados a cada território.

Luiz Galina, diretor do Sesc São Paulo, destaca o papel da mostra em provocar reflexões sobre convivência, escuta e as assimetrias do mundo contemporâneo, ao mesmo tempo em que amplia o repertório cultural do público.

Mais do que exposição, um espaço de formação

Além das obras, a itinerância incorpora um eixo educativo transversal, com ações voltadas a diferentes públicos. Estão previstas formações para equipes locais, encontros presenciais e online, visitas mediadas, palestras e atividades para estudantes e professores.

A 36ª edição da Bienal, concebida pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e equipe curatorial, parte da ideia de escuta ativa e se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo. O projeto propõe pensar a humanidade como prática em constante deslocamento, negociação e encontro.

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