O festival transforma Salvador em palco das periferias com shows, desfiles e oficinas, entre os dias 26 e 28 de março.
Entre os dias 26 e 28 de março, o Quarteirão das Artes Moraes Moreira se transforma em vitrine para as vozes periféricas na 9ª edição do Movimento Boca de Brasa. Com mais de 30 horas de programação gratuita, o evento celebra os 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM) e os 477 anos de Salvador, reafirmando o papel da arte como força de transformação social.
O festival reúne nomes como Larissa Luz, Duquesa e ÀTTØØXXÁ, ao lado de coletivos como Slam das Minas e Clube Dazminina. A programação inclui o “Pod Potências”, com Alberto Pitta, Nildinha Fonseca e José Eduardo, além de performances, oficinas, exposições e laboratórios criativos espalhados pela Barroquinha e arredores.
Um dos pontos altos desta edição é o retorno do caminhão-palco itinerante, símbolo das raízes do projeto nascido em 1986. A estrutura retoma a proposta original do Boca de Brasa: circular pela cidade levando arte, cultura e cidadania a territórios muitas vezes afastados do centro.
Três dias de encontros e celebrações
O evento começa no dia 26 com a Feira Elabore e o show “Rock in Gil”, de Larissa Luz, em homenagem a Gilberto Gil. Na sexta (27), o destaque é o Desfile Performance ÒKÙNKÙN e o show de ÀTTØØXXÁ. Já o encerramento, no sábado (28), traz a rapper Duquesa e a tradicional ocupação “Côro Comeu” no Café-Teatro Nilda Spencer.
Mais de 500 agentes culturais formados pelas Escolas Criativas Boca de Brasa devem participar das atividades. Entre os nomes revelados pelo projeto estão artistas como Andrezza, ODILLON e Nega Fyah, exemplos da potência criadora das periferias soteropolitanas.
Boca de Brasa: 40 anos de reinvenção
Criado em 1986 pela FGM, o Boca de Brasa nasceu como iniciativa itinerante e se consolidou como política pública cultural. Desde o relançamento em 2013, já movimentou mais de 42 mil pessoas e formou milhares de agentes culturais, com unidades espalhadas por Cajazeiras, Valéria, Liberdade, Cidade Baixa e outras regiões.
Em 2026, o projeto chega fortalecido como uma das maiores plataformas públicas de valorização da cultura periférica, consolidando Salvador como referência nacional em diversidade e descentralização cultural.
Foto: Divulgação








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