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Casa Museu Ema Klabin transforma julho em um mergulho cultural

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A Casa Museu Ema Klabin apresenta em julho uma programação que transforma o espaço em um ponto de encontro entre memória, arte e experimentação. Com atividades que vão de oficinas práticas a performances inéditas e lançamentos literários, o público é convidado a vivenciar diferentes formas de relação com a cidade e com a produção cultural contemporânea.

Ao longo do mês, a instituição reúne propostas que dialogam diretamente com a história urbana, a criação artística e a experiência do visitante. A agenda inclui desde reflexões sobre a urbanização de São Paulo até ações que estimulam a escrita, a observação e a interação com o espaço museológico.

Oficina revela histórias escondidas nos tijolos

No dia 18 de julho, das 11h às 13h15, a oficina Tijolos contando histórias da urbanização propõe um olhar atento para elementos comuns da cidade que carregam narrativas pouco percebidas. Conduzida por Malena Segura Contrera e Santina Rodrigues, a atividade explora inscrições presentes em tijolos antigos como registros culturais da formação urbana de São Paulo.

Letras, números e símbolos gravados nesses materiais revelam aspectos históricos ligados às antigas olarias e aos trabalhadores que participaram da construção da cidade entre os séculos XIX e XX. A proposta amplia a compreensão do tijolo para além de sua função estrutural, destacando seu valor como documento histórico.

A experiência inclui ainda uma etapa prática: os participantes irão modelar minitijolos em argila de secagem rápida e gravar suas próprias iniciais. A atividade cria uma conexão simbólica entre a memória individual e a construção coletiva da cidade.

Performance ocupa o jardim com nova edição do programa

Outro ponto central da programação é a estreia de Sans, Souci., da artista Ana Dias Batista, que integra a edição 2026 do programa Jardim Imaginário. A obra se desdobra em uma série de quatro performances realizadas nos dias 26 de julho, 2, 9 e 16 de agosto, sempre das 11h às 17h, no jardim da instituição.

A abertura acontece no dia 26 de julho, às 11h, com um encontro entre a artista e o curador Gilberto Mariotti, idealizador do programa. O momento propõe um diálogo direto com o público sobre os processos criativos e as ideias que atravessam a obra.

Ao ocupar o jardim, o programa reforça a proposta de integrar arte contemporânea ao espaço externo do museu, criando experiências que dialogam com o ambiente e ampliam a percepção do público sobre o espaço expositivo.

Lançamento literário e encontro com leitores

A programação inclui também o lançamento de Tempos de Versos, novo livro de Nicole Borger, no dia 11 de julho. A obra reúne poemas que transitam por temas como memória familiar, amor, identidade e viagens, além de reflexões sobre o mundo contemporâneo.

Combinando lirismo, humor e musicalidade, o livro será apresentado em um encontro que inclui sessão de autógrafos e bate-papo com a autora e convidados. A proposta é abrir espaço para a troca de experiências sobre o processo criativo e os caminhos da escrita poética.

Exposição reúne vozes femininas sobre São Paulo

Em cartaz até 27 de setembro, a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos reúne narrativas de dez escritoras que exploram diferentes formas de viver e perceber a cidade. A mostra articula literatura e imagem por meio de fotografias raras e memórias.

Participam da exposição nomes como Gilda de Mello e Souza, Zélia Gattai, Rita Lee, Giovana Madalosso, Paula Fábrio, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra, Luísa Marilac e Prudence Kalambay. Os relatos revelam experiências marcadas por diferentes contextos sociais, territórios e épocas.

A proposta amplia a compreensão da cidade ao destacar perspectivas diversas, colocando em evidência vivências femininas que atravessam o cotidiano urbano.

Escrita criativa conecta memória e experiência

Como parte da programação da exposição, no dia 25 de julho, das 14h30 às 16h, acontece uma visita mediada seguida de oficina de escrita criativa. A atividade propõe um percurso guiado pela mostra, incentivando o público a observar os conteúdos sob novas perspectivas.

Após a visita, os participantes são convidados a transformar suas próprias memórias e experiências urbanas em texto, por meio de exercícios de escrita. A proposta reforça o papel do museu como espaço de criação e não apenas de contemplação.

Casa Museu Ema Klabin e sua vocação cultural

A Casa Museu Ema Klabin ocupa a residência onde viveu Ema Klabin entre 1961 e 1994 e preserva ambientes originais que abrigam uma coleção que atravessa 35 séculos de diferentes culturas. O acervo inclui obras de nomes como Marc Chagall, Frans Post, Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de peças arqueológicas, artes decorativas e livros raros.

Como fundação cultural sem fins lucrativos, a instituição atua na preservação e difusão desse patrimônio, promovendo atividades que dialogam com arte, educação e reflexão. A programação ao longo do ano inclui exposições, cursos, apresentações e projetos de arte contemporânea.

O espaço também se destaca pelo jardim projetado por Roberto Burle Marx e pela ambientação concebida por Terri Della Stufa, elementos que reforçam a experiência estética e cultural oferecida ao público.


Serviço


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