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CCBB Educativo amplia acessibilidade com arte tátil e oficinas

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Recursos táteis para sentir obras com as mãos, oficinas de pigmentos naturais e narrativas da tradição oral transformam a experiência das exposições em cartaz em encontros sensoriais acessíveis para todas as idades.

A percepção visual tradicional dá lugar ao toque e à escuta nas galerias do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio). Durante a segunda quinzena de setembro, o programa CCBB Educativo – Lugar de Encontros desenvolveu um conjunto especial de objetos mediadores voltados para pessoas cegas, com baixa visão, público com transtorno do espectro autista (TEA) e visitantes com síndrome de Down, permitindo que a arte da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu” seja apreendida por meio do tato e de outras vias sensoriais.

Uma mediação que pensa a acessibilidade parte de um olhar sensível para essas diferenças e busca desenvolver estratégias criativas e inclusivas, capazes de acolher pessoas com e sem deficiência.

Coordenado por Daniela Chindler, o projeto integra as atividades da 20ª Primavera dos Museus, sob o lema “Museus para Todas as Pessoas”, em cartaz de 21 a 27 de setembro. O plano de mediação amplia o acolhimento também para crianças pequenas e idosos, estabelecendo uma ponte direta entre a materialidade das obras e o repertório de quem visita o espaço histórico da Rua Primeiro de Março.

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Foto: Divulgação

Memória real e saberes ancestrais em cena

Entre as novidades no repertório de contação de histórias está a narrativa “O que tem dentro da panela?”, inspirada na trajetória real de Leide Laurentina da Silva, a Irmã, cozinheira do antigo Aterro de Jardim Gramacho retratada no documentário “Lixo Extraordinário”. A performance reconstrói a dinâmica comunitária e o afeto em torno do preparo do alimento com poucos recursos, dialogando diretamente com o método do artista plástico de ressignificar resíduos cotidianos.

Em paralelo, a estreia da exposição “Amazônicas – Poéticas Femininas”, que permanece no centro cultural até 16 de novembro, orienta laboratórios práticos e novas lendas da oralidade indígena. Na oficina “Cores da Terra”, os participantes manipulam pigmentos naturais para criar pinturas a partir de elementos orgânicos, enquanto contações como “Antes de ser Amazônia” e “Como surgiu a noite” trazem mitos dos povos Iny (Karajá) e narrativas tradicionais da região Norte.

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Foto: Divulgação

Experiências visuais, cianotipia e teatro popular

Os laboratórios práticos distribuídos nos finais de semana convidam o público a testar os limites da visão e da matéria. A atividade “Isso não é uma banana!” utiliza refletores de luz negra em diálogo com a série “Relicário”, de Vik Muniz, e as ideias do pintor René Magritte sobre a representação da realidade. Técnicas históricas de fotografia também são exploradas na oficina “O Que a Luz Mostra”, focada no processo de cianotipia com luz natural, além do laboratório “Antes de Ser Objeto”, estruturado a partir da modelagem em argila.

A cultura popular e a música completam o circuito. Às sextas-feiras, a intervenção itinerante “Uma Viagem Musical ao Rio Antigo” percorre a Rotunda com jongos e composições históricas de Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa e Xisto Bahia. No dia 26 de setembro, a programação recebe o cantador Joaquim de Paula para atividades formativas com professores e acolhe a Cia. Mimos Brasil, que encena a peça infantil “Histórias pra boi dormir”, unindo teatro de bonecos, mímica e cantigas populares.

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