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CCBB Educativo aposta na diversidade com experiências imersivas no Rio

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A programação do CCBB Educativo – Lugar de Encontros transforma a visita ao Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, em uma experiência viva, participativa e atravessada por temas urgentes como diversidade, memória e pertencimento. Na segunda quinzena de junho, o projeto amplia sua proposta com atividades que convidam o público a não apenas observar, mas interagir com a arte e refletir sobre diferentes formas de existir.

Inspiradas nas exposições em cartaz — “Além da Fantasia – Yoshitaka Amano” e “Vik Muniz – A Olho Nu” — as ações incluem oficinas, laboratórios e contações de histórias que aproximam o visitante dos processos criativos. A ideia é simples e potente: transformar o museu em espaço de encontro, troca e construção coletiva de conhecimento.

Arte como experiência sensorial

Entre os destaques da programação está o laboratório “Do Papel para a Pele”, que propõe uma experiência pouco convencional: criar tatuagens temporárias inspiradas no universo visual de Yoshitaka Amano. A atividade conduz os participantes a explorarem o desenho como linguagem e o corpo como suporte artístico.

Já o laboratório “O Que a Luz Mostra” mergulha na técnica da cianotipia, processo fotográfico que revela imagens em tons de azul. Em diálogo com a obra de Vik Muniz, a proposta convida o público a experimentar novas formas de construção da imagem a partir da luz e de materiais não convencionais.

Outra atividade que chama atenção é “Imprimindo Personagens”, inspirada na tradição japonesa do ukiyo-e. Nela, os participantes criam suas próprias gravuras, conectando práticas históricas a processos contemporâneos de criação.

Narrativas que atravessam culturas

A contação de histórias também ocupa um papel central na programação, funcionando como ponte entre diferentes culturas e linguagens artísticas. “O Mistério da Grande Onda”, por exemplo, leva o público a uma jornada pelo Japão a partir da famosa obra de Hokusai, explorando o universo das gravuras japonesas de forma lúdica.

Outras histórias mergulham em mitologias, tradições orais e narrativas populares, como “Aquela Que Brilha no Céu”, sobre a deusa Amaterasu, e “Urashima Tarô”, que transforma o público em participante ativo de uma história marcada por escolhas e consequências.

Essas atividades ampliam o acesso à arte ao criar conexões afetivas com o público, especialmente crianças, que são convidadas a imaginar, interpretar e reinventar histórias a partir das exposições.

Diversidade em foco

A programação ganha ainda mais relevância ao incorporar discussões sobre diversidade, representatividade e memória. No dia 17 de junho, a roda de conversa “E a palavra com” reúne Julia Bernat, Kaká Guimarães Rosa e Nice Chagas para debater como trajetórias individuais se conectam a processos coletivos de resistência e criação.

A programação reforça a proposta do CCBB Educativo – Lugar de Encontros de promover experiências no museu voltadas para públicos de todas as idades, fortalecendo valores como inclusão, diversidade, pluralidade e convivência democrática.

O encontro também apresenta imagens de um projeto de lambe-lambes realizado em 2024, ampliando o debate sobre ocupação urbana e produção cultural.

No dia 28 de junho, quando se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a programação propõe uma abordagem sensível sobre afetos e vínculos. O Laboratório de Cianotipia convida o público a representar o amor familiar em imagens, enquanto a contação “Minha família é onde cabe meu amor” explora diferentes configurações familiares por meio da literatura e da música.

Atividades para todos os públicos

Além dos destaques, o CCBB Educativo mantém uma programação contínua com visitas mediadas, atividades sensoriais, mediação de leitura e experiências voltadas para diferentes faixas etárias. Há opções desde crianças pequenas, com atividades como “Pequeníssimas Mãos”, até propostas inclusivas como a visita “Hermes, o menino que tinha asas nos pés”, pensada para visitantes com Transtorno do Espectro Autista.

As ações dialogam não apenas com as exposições em cartaz, mas também com a história do edifício e o patrimônio cultural brasileiro, ampliando o repertório dos visitantes e estimulando o pensamento crítico.

Com entrada gratuita e uma programação diversa, o projeto reforça o papel do CCBB como espaço de acesso à cultura, convivência e troca de experiências, consolidando-se como um dos principais polos culturais do Rio de Janeiro.


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