Ícone do site Aurora Cultural

Clássico de Chico Buarque ganha nova vida no teatro infantil do Rio

classico de chico buarque ganha nova vida no teatro infantil do rio featured

O universo sensível e imaginativo de Chico Buarque ganha forma no palco com a estreia de “Chapeuzinho Amarelo”, que chega à EcoVilla Ri Happy a partir de 27 de junho. A montagem transforma o clássico da literatura infantil em um espetáculo musical que mergulha no medo para revelar, com delicadeza e humor, a força da coragem.

em um espetáculo musical que mergulha no medo para revelar, com delicadeza e humor, a força da coragem. til em um espetáculo musical que mergulha no medo para revelar, com delicadeza e humor, a força da coragem.

Baseada na obra premiada com o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), a peça acompanha uma menina paralisada pelos próprios temores. Ela não brinca, não dorme, não se diverte — vive à sombra de tudo aquilo que imagina poder dar errado.

No centro dessa inquietação está a figura do Lobo, personagem que, segundo dizem, seria capaz de devorar “duas avós, um caçador, um rei, uma princesa, sete panelas de arroz e um chapéu de sobremesa”. É a partir desse medo exagerado que a narrativa se constrói e se transforma.

Uma jornada sobre enfrentar o medo

A adaptação aposta em uma encenação dinâmica, conduzida por atrizes que interpretam múltiplos personagens e dão ritmo à história com música, poesia e humor. A proposta não é apenas contar uma história conhecida, mas recriar sua essência no palco com linguagem acessível e envolvente.

Ao longo da peça, o público acompanha a transformação da protagonista. O medo, que antes a impedia de viver, passa a ser enfrentado de frente — e, pouco a pouco, perde seu tamanho e sua força.

O encontro com o Lobo deixa de ser apenas uma ameaça e se torna um ponto de virada. É nesse momento que a menina descobre que a coragem não está na ausência do medo, mas na capacidade de encará-lo.

Teatro infantil com propósito

Mais do que entretenimento, “Chapeuzinho Amarelo” propõe uma reflexão direta e sensível sobre emoções comuns à infância. Medo, insegurança e imaginação são tratados com leveza, sem perder a profundidade.

O espetáculo se posiciona como uma experiência que dialoga com crianças e adultos, permitindo diferentes camadas de leitura. Enquanto os pequenos se encantam com a narrativa e os personagens, os responsáveis encontram uma mensagem potente sobre desenvolvimento emocional.

A trilha musical e os elementos poéticos reforçam esse equilíbrio entre diversão e reflexão, criando um ambiente acolhedor e estimulante dentro do teatro.

EcoVilla Ri Happy como polo cultural

Inaugurada em 2022 no Jardim Botânico, a EcoVilla Ri Happy se consolidou como um espaço dedicado exclusivamente ao público infantojuvenil e suas famílias. Instalado no antigo Teatro Tom Jobim, o local reúne teatro e atividades interativas em uma proposta integrada.

Em três anos de funcionamento, o espaço já recebeu mais de 160 espetáculos e realizou 611 sessões, alcançando um público superior a 102 mil pessoas. A proposta vai além da programação artística, incorporando experiências que estimulam aprendizado e criatividade.

A Casa, parte complementar do projeto, desenvolve atividades baseadas nos pilares “Conectar, Descobrir e Expressar”, ampliando a vivência cultural das crianças.

Acessibilidade e experiência completa

A acessibilidade é tratada como prioridade na EcoVilla. O espaço oferece recursos como LIBRAS, audiodescrição, fones abafadores, rampas de acesso, sinalização em braille, banheiros adaptados e visitas táteis.

Outro diferencial é a integração com a loja conceito da Ri Happy, com 277m², que funciona como extensão do ambiente lúdico e cultural. A iniciativa marca a entrada da marca no modelo de naming rights, conectando consumo e experiência cultural em um único espaço.

A EcoVilla Ri Happy é apresentada pela Ri Happy, com apoio de Jutta Batista, Cymi Brasil, Beep Saúde e Opportunity, fortalecendo sua proposta como um dos principais polos culturais voltados à infância no Rio de Janeiro.


Serviço

Leia também

Sair da versão mobile