Duplas de artistas visuais transformam pesquisas opostas em manifestos e apresentam seus trabalhos na exposição “Terra que Desmancha, Evapora e Solidifica”.
O Coletivo Poíesis apresenta a exposição “Terra que Desmancha, Evapora e Solidifica” no Vazio Criativo, em São Paulo. A mostra reúne manifestos visuais desenvolvidos por duplas de artistas com pesquisas distintas na concepção e na realização.
A proposta partiu de uma indicação desafiadora do orientador e curador Andrés I. M. Hernández, PhD. O confronto entre diferentes práticas procura evidenciar o potencial de cada artista em sua constituição morfológica e sensorial, além de sua projeção social, artística e cultural.
“Ternura e Injúria em cada obra de arte na exposição!”
Além dos trabalhos realizados em duplas, a exposição apresenta um recorte da pesquisa individual dos 20 artistas participantes. As obras foram organizadas para estabelecer conexões e leituras capazes de evidenciar os processos de criação e a relação entre as diferentes pesquisas.
Uma exposição feita de encontros
A mostra reúne livros de artista, pinturas, impressões digitais, trabalhos produzidos com inteligência artificial, instalações, procedimentos cerâmicos, arte têxtil, intertextos, áudio e vídeo arte. Esse conjunto aborda temas como o feminino, gênero, raça, preservação ambiental, paisagem, corpo, memória, cultura e ancestralidade.
O título da exposição funciona como uma metáfora para a pluralidade das obras e das pesquisas apresentadas. A solidez da terra aparece relacionada às transformações de materiais, corpos, memórias, espaços arquitetônicos e relações humanas.
Entre os desafios propostos ao grupo está a criação de uma obra para o corredor do Vazio Criativo: uma impressão digital sobre lona com dimensões de 100 x 45 x 0,3 cm.
Diálogo entre linguagens
Os encontros do Coletivo Poíesis também discutem os limites atribuídos a modalidades como a cerâmica e a arte têxtil dentro do Sistema Artístico Contemporâneo. A partir das pesquisas individuais, os participantes refletem sobre como cada linguagem pode contribuir para um diálogo mais amplo entre práticas artísticas.
O coletivo é formado por artistas visuais de diferentes regiões do Brasil, que se encontram virtualmente às terças-feiras. Nessas reuniões, apresentam processos, questionamentos e projeções de suas pesquisas artísticas individuais.
Depois das apresentações, os integrantes sugerem e desenvolvem argumentos artísticos e interdisciplinares a partir de suas experiências. Os comentários finais são feitos por Hernández, orientador, pesquisador, curador, crítico de arte e professor.
Segundo o material de apresentação da exposição, esse processo permite revisitar, consolidar, atualizar e hibridizar categorias estéticas, modalidades contemporâneas e ferramentas estruturais e sensoriais. O percurso também prepara os participantes para atuar em editais, salões, galerias, feiras, publicações, residências e exposições.
Artistas participantes
- Andréia Reis e Jacqueline Paz
- Denise Braune e Nídia Albesa
- Elaine Fontes e Tiago Paiva
- Elaine Gallo, Priscilla Ramos e Virginia Lisboa
- Leandro de Araújo Moura e Sueli Espicalquis
- Lucrécia Couso e Tarcísio Benevides
- Luisa Libardi e Tamara Roman
- Maria Luisa Lobo Editore
- Rossana Jardim e Wanessa Alcântara
- Sylvia Sóglia e Vani Caruso
Serviço
- Exposição: “Terra que Desmancha, Evapora & Solidifica”
- Artistas: Coletivo Poíesis @coletivopoiesis
- Curador: Andrés I.M. Hernández
- Abertura: 22 de agosto de 2026, das 10h às 16h
- Visitação: até 05 de setembro de 2026
- Dias e horários: terça a sexta, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 16h
- Local: Vazio Criativo
- Endereço: R. Lavradio, 573 – Barra Funda – SP/SP
- Assessoria de imprensa: Paula Ramagem
- Censura livre
- Entrada franca










