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Como morre uma árvore aproxima ciência e música no Rio de Janeiro

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A investigação sobre a vulnerabilidade das florestas amazônicas ganha palcos urbanos em um diálogo inédito entre pesquisas biológicas e arranjos da nova MPB na área externa da galeria VÃO.

A curadoria busca mostrar que, assim como a arte, a ciência é feita também de material humano, movida por paixões e produzida no limite da incerteza.

Inspirado na indagação sobre como morre uma árvore, o segundo encontro da série Ciência em estado de arte reúne a bióloga Deliane Penha, professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), e a cantora e instrumentista Josyara. A atividade gratuita acontece em 29 de outubro, das 18h às 21h, no Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ, localizado no centro do Rio de Janeiro, em uma parceria com o Instituto Serrapilheira.

Como morre uma árvore aproxima ciência e música no Rio de Janeiro
Foto: Diego Padilha / Divulgação Serrapilheira

Fronteiras entre a floresta e o arranjo musical

A conversa explora temas como inteligência, adaptação e ciclo de vida e morte no reino vegetal, conectando o fazer científico à criação artística. Radicada em Oriximiná, no Pará, Deliane investiga a resistência e a vulnerabilidade das árvores na Floresta Nacional do Tapajós, além de defender maior representatividade de mulheres cientistas da Região Norte. Paralelamente, Josyara traz a perspectiva de sua produção musical pautada pela experimentação, letras reflexivas e dinâmicas de interpretação.

A mediação do debate e das apresentações musicais fica a cargo da poeta e performer Natasha Felix. O projeto, realizado no espaço da galeria VÃO, busca aproximar o público dos debates científicos contemporâneos por meio de abordagens sensoriais e artísticas.

Ciclo de debates e convergências científicas

A iniciativa teve início no dia 24 de setembro com a mesa “Plantas, memória e a história da Terra”, reunindo a geóloga Adriana Alves e o músico e filósofo Tiganá Santana. O encerramento da temporada está previsto para o dia 19 de novembro com o tema “Cabeça nas nuvens”, que receberá o meteorologista Micael Cecchini e o cantor Muato.

Segundo Rejane Nóbrega, gerente da instituição parceira, as reuniões entremeadas por performances e música expandem os horizontes do pensamento crítico e da divulgação científica no país.

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